Flamengo — O clube carioca intensificou o monitoramento do meia Lucas Ronier, sensação do Coritiba, mas esbarra na intransigência da diretoria paranaense, que promete endurecer qualquer negociação.
- Em resumo: Rubro-Negro topa pagar cerca de R$ 60 milhões pelo jogador.
- Meia já fez 15 jogos no Brasileirão, impedindo sua utilização imediata pelo Fla.
Oferta robusta não convence o Coxa
A cúpula do Flamengo avalia desembolsar algo em torno de R$ 60 milhões para ter Lucas Ronier a partir da próxima janela. Mesmo diante da proposta expressiva, o Coritiba sinalizou internamente que pretende “fazer jogo duro” e só liberará o atleta se considerar o negócio irrecusável, postura admitida por pessoas próximas ao staff do jogador.
Com apenas 20 anos, Ronier despontou como titular absoluto no Alto da Glória e já chama atenção pela verticalidade e capacidade de chegada na área. A movimentação rubro-negra se alinha a uma tendência de clubes de Série A buscarem jovens talentos antes de eventual salto para o exterior, como mostram os relatórios da Confederação Brasileira de Futebol.
Regra de inscrição trava uso imediato
Outro ponto que pesa contra a pressa do Flamengo é o regulamento do Campeonato Brasileiro: Lucas Ronier disputou 15 partidas pelo Coxa nesta edição. Ultrapassado o limite de jogos, ele não pode mais vestir outra camisa na mesma competição em 2026. Na prática, qualquer acerto só surtiria efeito esportivo a partir de janeiro de 2027, quando reabre o ciclo de inscrições.
Internamente, o departamento de futebol rubro-negro avalia que a espera não seria problema — o entendimento é que o jovem poderia fazer a pré-temporada completa no CT Ninho do Urubu e ganhar minutagem gradual sob comando de Leonardo Jardim.
Análise: estratégia de valorização do Coritiba
A postura do Coritiba tem dupla finalidade. Primeiro, reforça a imagem do clube como formador que não aceita ceder ativos abaixo do preço de mercado. Segundo, cria ambiente competitivo entre pretendentes: quanto maior a lista de interessados, maior o poder de barganha do Coxa, que vislumbra uma das maiores vendas de sua história.
Para o Flamengo, a operação carrega risco calculado. Embora o valor proposto esteja na faixa de transferências recentes do mercado interno, o retorno técnico só virá na temporada seguinte. A cartada financeira, portanto, precisa ser equilibrada com a urgência esportiva de um elenco já recheado, mas que busca renovação a médio prazo.
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