Coritiba — O interesse declarado do Flamengo em Lucas Ronier sacudiu o mercado e colocou o clube paranaense diante da chance de concretizar a maior negociação de sua história, com cifras que beiram R$ 60 milhões.
- Em resumo: Fla sinaliza oferta de €10 mi e garante preferência para ter Ronier após a temporada.
- Venda superaria o recorde de Igor Paixão e abriria novo patamar financeiro ao Coxa.
Oferta milionária do Flamengo dispara alerta no Alto da Glória
Pelo acordo sinalizado, Ronier permaneceria no Couto Pereira até o fim da temporada, condição que agrada à diretoria porque o atacante já disputou 15 jogos de Série A e não poderia vestir outra camisa na competição neste ano. Essa manutenção assegura ao técnico Fernando Seabra um dos pilares ofensivos do elenco enquanto o departamento financeiro prepara o cofre para a transação. Em termos regulatórios, a confirmação oficial deve seguir o calendário de janelas da CBF, evitando qualquer impasse burocrático.
Desempenho em campo valoriza a joia de 21 anos
Ronier soma 23 partidas, três gols e quatro assistências em 2026. Mais do que números brutos, ele virou o acelerador do ataque coxa-branca, abrindo espaço pelos lados e potencializando companheiros no último terço do gramado. O crescimento sustentado desde a Série B passada fez o nome do jovem aparecer em relatórios de observadores da Itália, Inglaterra, Cruzeiro, Palmeiras e até do Grupo City, mas o Flamengo largou na frente.
Com contrato até o fim de 2027 e multa de R$ 200 milhões para clubes nacionais, o atacante entra em uma zona de valorização raramente vista no Coritiba. Se a venda se concretizar, ultrapassará a transferência de Igor Paixão — até então a maior da história alviverde — e reforçará a imagem do clube como polo formador.
Análise: impacto financeiro e desafio esportivo
A operação pode reposicionar o Coritiba dentro do mercado brasileiro de transferências, garantindo capacidade de investimento imediato em infraestrutura e folha salarial. No entanto, a diretoria não pode se restringir a celebrar o recorde: a perda de um titular decisivo exige planejamento minucioso para reposição técnica, sob risco de comprometer o rendimento na elite nacional.
Já o Flamengo, acostumado a disputas por medalhões, sinaliza uma mudança de estratégia ao tentar assegurar jovens talentos antes da abertura da concorrência europeia. A aquisição futura mantém o elenco atual intacto e antecipa a montagem da equipe para próximas temporadas, diluindo pressões e otimizando recursos.
O que você acha? A venda deveria ser imediata ou o Coritiba deve segurar Ronier até o fim do Brasileirão? Para acompanhar mais negociações, acesse nossa cobertura completa.


