BAHIA — A disputa por vagas no meio-campo tricolor esquentou: Rogério Ceni reduziu a minutagem de Caio Alexandre, Everton Ribeiro e Jean Lucas, abrindo caminho para novos titulares e deixando claro que rendimento físico será critério decisivo na volta aos gramados.
- Em resumo: Trio antes intocável virou alvo de reposição após queda de desempenho.
- Ceni promete escalar apenas quem evoluir na intertemporada de quatro semanas.
Queda física muda hierarquia de Ceni
Durante o primeiro semestre, Caio, Everton e Jean comandaram a criação do Bahia. No entanto, a sequência de jogos, lesões e desgaste abriu brecha para Nico Acevedo, Erick e Rodrigo Nestor acumularem minutos. De acordo com o técnico, a troca não foi mero teste, mas resposta direta à perda de intensidade observada no elenco. Como lembrou Ceni, a rotação em alto nível é imprescindível em um calendário tão apertado da elite nacional.
Nesse contexto, Caio Alexandre virou caso emblemático: o volante alternou boas atuações com passagens no departamento médico e passou a correr atrás de ritmo.
“Infelizmente, o Caio, nos últimos seis meses, vem sempre com lesões. Uma lesão maior e depois uma pequena. Isso atrapalha muito na evolução física. O Caio precisa trabalhar a parte física. A lesão da mão não vai interferir na preparação dele na intertemporada. Com a bola no pé, ele é diferente de tudo para distribuir jogo. Mas ele vai ter evoluir na parte física para ser o Caio que todo mundo conhece. Isso não é segredo”.
A fala escancara o diagnóstico: qualidade técnica não basta se a parte atlética não acompanhar, ponto que pode redefinir a composição do meio-campo para a segunda metade da temporada.
Pré-temporada vira última chance ao trio
As próximas quatro semanas foram tratadas pelo treinador como “decisivas” para todos. Everton Ribeiro, aos 37 anos, sentiu a maratona de compromissos, enquanto Jean Lucas acusou o peso de duas temporadas quase sem descanso. A pausa servirá para recondicionamento, mas também medirá o apetite competitivo dos medalhões diante dos recém-chegados.
“O Everton, fisicamente, está um pouco desgastado. Pode ser que essas três semanas façam bem. O Everton, para achar passes, desbloquear jogo, é fantástico. Mas é uma luta porque eu também travei a batalha quando cheguei aos 37 anos. Ele vai ter que batalhar com relação a isso”.
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Ao comparar o veterano com sua própria experiência, Ceni deixou implícito que apenas disciplina e adaptação podem mantê-lo relevante. Já Jean Lucas, citado em conversas internas, também precisará provar fôlego renovado para seguir no onze inicial.
Análise: impacto da concorrência interna
Os movimentos de Rogério Ceni dialogam com uma tendência observada em elencos que disputam múltiplas frentes: não há mais lugares cativos. Ao expor publicamente a questão física, o treinador reforça a cultura de meritocracia e pressiona os atletas a buscarem soluções individuais antes da retomada oficial das competições.
Para o clube, a estratégia reduz o risco de acomodação e mantém o elenco em “alerta verde”, condição valorizada por torcedores e dirigentes. Caso o trio não responda, a hierarquia definitivamente mudará, influenciando futuras negociações e o desenho tático da equipe.
O que você acha? Caio, Everton e Jean conseguirão retomar o protagonismo no meio tricolor? Para acompanhar mais análises do campeonato, acesse nossa cobertura completa.


