São Paulo — Depois de quatro tentativas frustradas, o Tricolor encerrou as negociações com Domingos Duarte, que deixará o Getafe livre no mercado após exigir salário acima do teto estipulado pela diretoria.
- Em resumo: Português recusou todas as propostas oferecidas pelo clube paulista.
- Com a saída de cena, a busca por zagueiro sem custo de transferência volta à estaca zero.
Quatro ofertas e um ultimato ignorados
O Departamento de Futebol são-paulino fez de Domingos Duarte a sua prioridade defensiva, sobretudo após a rescisão de Dória e o afastamento de Arboleda. Mesmo pressionado pela carência no setor, o clube manteve a política de austeridade: contrato sem pagamento de direitos econômicos e remuneração alinhada ao teto interno.
Segundo o ge, Duarte considerou insuficiente cada uma das quatro propostas recebidas. Frente à recusa persistente, o Tricolor definiu um ultimato, igualmente declinado pelo atleta. A diretoria, então, optou por interromper o processo, focando em perfis que caibam no orçamento. A decisão preserva o planejamento financeiro e evita repetir acordos onerosos que impactaram a folha em anos anteriores.
O zagueiro, que disputou a temporada 2025/26 da La Liga pelo Getafe, continuará disponível para outros interessados. Seu status free agent tende a atrair clubes europeus, sobretudo os filiados à UEFA, dispostos a negociar salários mais robustos.
Mercado reaberto para a zaga tricolor
Sem Duarte, o São Paulo reacende o radar por defensores livres ou passíveis de empréstimo sem taxa. A urgência é evidente: Dorival Júnior conta hoje com elenco enxuto na posição e precisará de peças de reposição a curto prazo, principalmente para manter a competitividade nas competições nacionais.
Embora o clube tenha fechado a contratação do atacante Victor Sá, vindo do Krasnodar, a prioridade segue sendo um zagueiro capaz de chegar e assumir protagonismo imediato. O scouting mapeia alternativas na América do Sul e no mercado europeu que, como Duarte, estejam em fim de contrato, mas se adequem ao padrão salarial tricolor.
Análise: limites financeiros x reforços estratégicos
A postura adotada na negociação com Domingos Duarte sinaliza que o São Paulo não pretende repetir investimentos acima da capacidade de pagamento, prática que gerou passivos significativos no passado recente. A decisão protege o caixa e traz previsibilidade à gestão de Dorival, ainda que aumente a pressão por resultados esportivos rápidos.
Ao mesmo tempo, o episódio expõe o desafio de atrair jogadores experientes em mercados inflacionados sem comprometer o equilíbrio orçamentário. A janela do meio do ano costuma elevar pedidas salariais, e a escassez de zagueiros de alto nível livres de taxa torna a busca ainda mais complexa.
O que você acha? O Tricolor agiu corretamente ao priorizar o orçamento ou deveria ter flexibilizado para fechar com o português? Para mais atualizações sobre o clube no Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.


