Seleção Brasileira — A poucos dias da estreia na Copa do Mundo de 2026, Luiz Henrique expôs a rotina psicológica que, segundo ele, o levará a balançar as redes na final e conduzir o Brasil ao hexa.
- Em resumo: atacante diz visualizar diariamente o gol que pretende marcar na decisão do torneio.
- Ele será titular ao lado de Raphinha e Vini Jr. na estreia contra Marrocos, com transmissão da Globo.
Visualização diária alimenta o sonho do título
Na entrevista ao Globo Esporte, o jogador do Zenit descreveu um exercício de mentalização que repete todas as manhãs. A prática, popular entre atletas de alto rendimento, ganhou novo contorno porque mira o momento mais cobiçado do futebol mundial: um gol na final da Copa. Segundo o atacante, a convicção foi reforçada pelo trabalho de preparação mental adotado pela comissão técnica da Seleção, alinhado às recomendações da Fifa para bem-estar e desempenho de atletas em grandes competições.
O próprio Luiz Henrique admite que ainda desconhece o possível adversário na final, mas garante ter clareza sobre como a jogada se desenrolará. O discurso, embora audacioso, ecoa confiança em um grupo com média de idade baixa e sede de protagonismo.
“Eu não tenho o adversário, mas eu tenho a forma que será o meu gol na final. E eu venho mentalizando isso todo dia. Ele fala para todos os dias eu acordar, olhar no espelho e falar que eu vou fazer o gol da final da Copa do Mundo, que eu vou ser o melhor da Copa do Mundo”.
A fala expõe o peso que o camisa 11 atribui ao condicionamento mental. Em torneios longos e de alto nível, pequenos detalhes — inclusive de ordem psicológica — costumam decidir jogos e títulos.
Leveza e alegria como combustível em campo
Além da visualização, Luiz Henrique reforçou a importância de jogar “sorrindo”. A filosofia, inspirada em experiências de infância, busca manter o ambiente do elenco leve e confiante, mesmo sob a pressão natural que recai sobre quem veste a camisa pentacampeã.
“Sempre que eu chego na Seleção, eu visto aquela camisa ali e sinto que estou com meus amigos, eu sinto que estou brincando com meus colegas. Por isso que todas as vezes que eu entro em campo eu sempre quero entrar leve, sorridente, para trazer alegria para a nossa torcida brasileira”.
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Segundo membros da comissão, esse estado emocional positivo tem refletido em treinos dinâmicos, nos quais o trio ofensivo — Luiz Henrique, Vini Jr. e Raphinha — demonstra entrosamento crescente.
Análise: desafio até a final
A confiança de Luiz Henrique chega em momento estratégico, mas o caminho ao topo será mais extenso desta vez: oito partidas separam o Brasil da decisão, uma a mais do que nos formatos anteriores. Isso significa maior desgaste físico, logística complexa entre sedes e, naturalmente, margem reduzida para erros defensivos e ofensivos.
Dentro desse cenário, a mentalização individual pode tornar-se diferencial, desde que acompanhada de consistência tática. A chave está em converter discurso em performance, sobretudo nas fases de mata-mata, onde a pressão atinge níveis máximos e cada oportunidade pode ser definitiva.
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