Explosão de Lavega no Coritiba escancara falha de gestão do Fluminense

Coritiba — O ótimo momento de Joaquín Lavega no Couto Pereira reacendeu, entre torcedores e analistas, o debate sobre a falta de espaço que o atacante teve no Fluminense, clube que ainda detém seus direitos.

  • Em resumo: Zagueiro Jacy elogiou publicamente o uruguaio e apontou a escassez de minutos nas Laranjeiras como obstáculo à sua evolução.
  • Lavega soma 26 jogos, cinco gols e duas assistências pelo Coxa, contra apenas cinco partidas sem participações diretas em gol no Tricolor.

Elogios internos reforçam ascensão do uruguaio

Em entrevista ao Charla Podcast, Jacy — um dos capitães do elenco — não economizou adjetivos ao comentar a rotina do companheiro. O defensor destacou entrega, profissionalismo e a rápida adaptação do atacante de 21 anos ao futebol brasileiro. Para o zagueiro, a combinação de intensidade uruguaia e ambiente favorável explica o crescimento repentino do colega.

“Ele é uruguaio, se entrega ao máximo. É um moleque novo, tem 21 anos e uma projeção muito grande no futebol. Está sempre com energia positiva, treina muito e se dedica para ajudar o elenco. Quando recebe oportunidade, faz bons jogos e marca gols.”

A fala ecoou entre torcedores nas redes sociais e aumentou a curiosidade de quem, no Rio de Janeiro, viu o jogador passar praticamente despercebido. Ao mesmo tempo, clubes rivais monitoram o desempenho do atleta, cujo contrato de empréstimo vai até o fim de 2026, de acordo com o registro oficial na Confederação Brasileira de Futebol.

Comparação de números acirra debate sobre uso da base

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Os dados de campo ilustram o contraste. Em 2025, Lavega entrou em campo apenas cinco vezes pelo Fluminense, sem registros de gols ou assistências. No Coritiba, já acumula 26 partidas, marcou cinco gols e contribuiu com duas assistências, desempenho que o colocou entre os protagonistas do sistema ofensivo.

“Eu até brinco com ele que quero vê-lo disputando uma Copa do Mundo pela entrega e comprometimento que demonstra. Ele não teve tanta oportunidade no Fluminense. No Coritiba está tendo espaço e mostrando o seu valor. Às vezes, acho que falta um pouco mais de oportunidades”

A segunda declaração de Jacy reforça a percepção de desperdício de talento nas Laranjeiras. Enquanto o Coxa colhe os frutos, o Tricolor observa à distância e precisará decidir, no futuro, se reintegra o atacante ou negocia o jogador em definitivo.

Análise: gestão de ativos e minutos em campo

O caso de Joaquín Lavega expõe um dilema recorrente no futebol brasileiro: a contratação de jovens promissores sem o planejamento adequado para dar sequência e minutagem. Quando o investimento não vem acompanhado de ambiente competitivo propício, o atleta busca espaço em outro lugar, valoriza-se e força o clube formador a rever sua estratégia.

No Fluminense, a briga por posição na ponta foi intensa em 2025, cenário que restringiu as oportunidades do uruguaio. Já no Coritiba, a necessidade de peças criativas abriu caminho para Lavega mostrar serviço. A tendência é que, mantendo a regularidade, o atacante retorne às Laranjeiras em situação de maior poder de barganha — seja para conquistar espaço definitivo, seja para gerar receita em uma venda futura.

O que você acha? O Fluminense deveria reintegrar Lavega ou negociar o atleta em alta? Para acompanhar mais análises do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.


Maria Dias atua na área de conteúdo digital e é responsável pela organização editorial da Tribuna Futebol. Com experiência em comunicação e gestão de equipes, acompanha o planejamento das publicações e garante que os conteúdos sigam um padrão consistente. Seu trabalho é focado em manter o site atualizado, com informações claras e bem estruturadas, facilitando a leitura e a navegação para quem acompanha futebol diariamente.