Igor Thiago — O ex-Cruzeiro foi o nome escolhido por Luiz Felipe Scolari para representar a vitória de virada da Seleção Brasileira sobre o Egito, em Nova York, e viu seu papel tático ganhar nova dimensão depois do elogio público do técnico pentacampeão.
- Em resumo: Felipão apontou o centroavante como peça-chave mesmo sem gol marcado.
- Elogio reforça confiança de Carlo Ancelotti em ter um camisa 9 de referência no elenco.
Felipão enxerga valor além dos números
Estreando como comentarista no programa “Seleção Copa”, Scolari foi direto ao destacar o atacante de 1,88 m que ainda briga por espaço no grupo principal. Ao vivo, o ídolo do penta ressaltou que, sem um finalizador fixo, o Brasil perde em organização ofensiva — conceito que vem ganhando força na análise moderna. Para quem acompanha os bastidores da CBF, o recado serve de bússola para a próxima janela de amistosos sul-americanos.
O argumento de Felipão ecoou rapidamente entre ex-jogadores presentes no estúdio, reforçando o debate sobre como Ancelotti pretende montar seu sistema de ataque para as Eliminatórias. Igor Thiago, que chegou a ser interpelado por Endrick em coletiva recente, passa a ser visto como alternativa legítima e não apenas “aposta de teste”.
“Coloco o Igor como destaque. Ele tem uma participação especial na formação da equipe do Brasil, dá um sistema ao Ancelotti, que pode confiar na maneira de jogar, colocando jogadores à vontade, com uma chegada boa e marcação.”
O elogio pontual carrega peso histórico: Felipão raramente individualiza méritos quando fala de Seleção. Ao fazê-lo, atribui ao centroavante a função de sustentação tática, algo que ele valorizou em suas próprias convocações do passado, como aconteceu com Ronaldo em 2002.
Escassez de camisas 9 abre brecha para o ex-Cruzeiro
Nas últimas temporadas, o futebol brasileiro tem apostado em atacantes de mobilidade, deixando os “tanques” em segundo plano. Felipão, entretanto, resgata a importância desse perfil, lembrando que as grandes seleções campeãs mundiais sempre tiveram um referencial na área. Se Ancelotti seguir o conselho, Igor Thiago pode herdar minutos que hoje se dividem entre nomes mais midiáticos.
“Eu gosto de centroavante. O 9 para mim é a referência. Dá um sentido ao grupo, participação melhor que faz com que os outros se sintam mais livres.”
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A segunda fala reforça a visão clássica de Scolari: sem um pivô para segurar os zagueiros, a construção de jogadas fica previsível. Por consequência, Rodrigo, Vinícius Júnior e outros pontas podem aproveitar espaços criados pelo camisa 9.
Análise: a mensagem oculta ao comando de Ancelotti
Quando uma lenda do banco de reservas eleva publicamente um jogador que ainda busca vaga definitiva, a declaração vira sinal de alerta dentro da comissão técnica atual. Felipão parece sugerir que, em confrontos contra times fisicamente fortes, um centroavante de ofício oferece rota de fuga essencial às jogadas de velocidade.
Para Igor Thiago, o momento é estratégico: a Seleção carece de alternativas imediatas após a saída de nomes experientes para o exterior, e o calendário de Eliminatórias exigirá rotações. O atacante, portanto, ganha notoriedade no instante em que as portas estão entreabertas.
O que você acha? Igor Thiago deve mesmo ser o nove de referência da Seleção? Para acompanhar mais análises sobre o time canarinho, acesse nossa cobertura completa.

