Vitória levanta penta da Copa do Nordeste e alcança o Bahia

Vitória — Depois de 16 anos de espera, o Rubro-Negro voltou a festejar no Barradão ao derrotar o Fortaleza por 2 a 1 e confirmar o pentacampeonato da Copa do Nordeste, resultado que o coloca ombro a ombro com o Bahia no topo do ranking histórico da competição.

  • Em resumo: Dois triunfos seguidos selaram o título diante da torcida.
  • Clube baiano chega a cinco taças e empata a liderança geral com o rival estadual.

Fim do jejum e festa no Barradão

O roteiro da decisão foi perfeito para o torcedor rubro-negro. Depois de vencer o primeiro jogo na Arena Castelão por 2 a 1, o Vitória repetiu o placar em Salvador e transformou o Barradão em palco de celebração. De acordo com dados da Confederação Brasileira de Futebol, o clube soma agora cinco títulos regionais, conquistados em 1997, 1999, 2003, 2010 e, agora, 2026.

A taça recoloca o time baiano entre os protagonistas do Nordeste e encerra um período marcado por altos e baixos. Desde 2010, o Vitória alternou campanhas irregulares, mas mostrou força para se reerguer no momento decisivo.

Marca histórica reforça dominância baiana

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Além do feito individual, a conquista tem peso coletivo: ao lado do Bahia, o estado da Bahia chega a dez títulos da Copa do Nordeste, isolando-se ainda mais na liderança do quadro de campeões. O Fortaleza, apesar das quatro finais disputadas, segue com apenas um troféu, conquistado em 2019.

O triunfo rubro-negro também quebrou outro recorde. Com oito finais disputadas, o Vitória ultrapassou o Sport como clube com mais participações em decisões do torneio, ressaltando a regularidade histórica da equipe no cenário regional.

Análise: a rivalidade baiana sobe de patamar

O empate entre Vitória e Bahia no topo da Copa do Nordeste promete alimentar uma rivalidade já intensa. Ao dividir a liderança, os dois gigantes de Salvador criam um novo capítulo na disputa por hegemonia regional, o que pode impulsionar investimentos, mobilizar torcidas e elevar o nível técnico do futebol baiano como um todo.

Para o Vitória, a façanha é simbólica: depois de anos em que o rival ampliou sua sala de troféus, o Rubro-Negro sinaliza recuperação esportiva e administrativa. Para o Bahia, o alerta está dado — a margem de vantagem desapareceu, tornando inevitável a busca por respostas rápidas dentro e fora de campo.

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Paulo dos Santos acompanha futebol desde criança, hábito que começou assistindo aos jogos com a família e se manteve ao longo dos anos. Com o tempo, passou a escrever sobre partidas, analisando escalações, desempenho dos times e os principais momentos de cada rodada. Na Tribuna Futebol, produz conteúdos sobre jogos nacionais e internacionais, sempre buscando explicar o que aconteceu em campo de forma simples e objetiva para o leitor.