Vasco prepara R$ 157 mi para manter trio emprestado

Vasco — A diretoria cruz-maltina colocou na mesa um plano ousado: investir cerca de R$ 157 milhões para transformar os empréstimos de Carlos Cuesta, Cuiabano e Johan Rojas em contratos definitivos, mantendo a espinha dorsal formada recentemente.

  • Em resumo: compra de trio emprestado custaria R$ 157 mi aos cofres vascaínos.
  • Renovação de Robert Renan até 2026 deu fôlego, mas não resolve o futuro do elenco.

Desafio financeiro em São Januário

Depois de estender o vínculo de Robert Renan, a gestão avalia como encaixar outra despesa milionária no orçamento. Segundo o planejamento interno, seriam necessários aproximadamente 8 milhões de euros para o próprio Renan (R$ 47,2 mi), 5,75 milhões de euros por Cuesta (R$ 34 mi) e 10 milhões de euros por Cuiabano (R$ 59 mi). Rojas, avaliado em 3,5 milhões de dólares (cerca de R$ 17,7 mi), fecha a conta em torno de R$ 157 mi.

A quantia representa um dos maiores investimentos individuais já debatidos pelo clube e, na prática, colocaria o Vasco lado a lado com os principais orçamentos da elite nacional. Para efeitos de comparação, o montante se aproxima das cifras envolvidas nas contratações de destaque desta temporada do Campeonato Brasileiro, segundo dados da CBF.

Cláusulas de compra pressionam cronômetro

Melhores apps para assistir futebol ao vivo

As opções de compra estão pré-fixadas nos contratos de empréstimo e precisam ser acionadas até o fim do ano, o que cria um cronograma apertado para a diretoria. Enquanto isso, o departamento de futebol segue negociando a venda da SAF, movimento que poderia injetar capital e viabilizar parte da operação.

Paralelamente, o clube já definiu a saída de Matheus França, que retorna ao Crystal Palace sem possibilidade de permanência. A decisão libera a folha salarial, mas não abre espaço suficiente para absorver o impacto integral das compras pretendidas.

Análise: equilíbrio entre ambição e sustentabilidade

Os R$ 157 milhões em discussão traduzem o dilema vascaíno: consolidar um elenco competitivo agora ou preservar a saúde financeira para reforços futuros. A experiência com Andrés Gómez — comprado por pouco mais de € 4,5 mi e hoje peça-chave — reforça a tese de que investir pode render frutos imediatos. No entanto, repetir a aposta em três frentes eleva o risco e exige garantias de receita que ainda não se materializaram.

Nesse cenário, a venda parcial ou total da SAF torna-se variável decisiva. Sem recursos externos, o Vasco terá de priorizar posições ou renegociar valores, sob pena de comprometer o fluxo de caixa para 2027 e além.

O que você acha? Vale a pena desembolsar R$ 157 milhões para manter Cuesta, Cuiabano e Rojas? Para acompanhar mais análises sobre o clube, acesse nossa cobertura completa.


Maria Dias atua na área de conteúdo digital e é responsável pela organização editorial da Tribuna Futebol. Com experiência em comunicação e gestão de equipes, acompanha o planejamento das publicações e garante que os conteúdos sigam um padrão consistente. Seu trabalho é focado em manter o site atualizado, com informações claras e bem estruturadas, facilitando a leitura e a navegação para quem acompanha futebol diariamente.