Marcelo Moreno — Ídolo do Cruzeiro e maior artilheiro estrangeiro da Raposa, anunciou que não voltará mais aos gramados, encerrando uma trajetória que atravessou continentes e terminou onde tudo começou, no Oriente Petrolero.
- Em resumo: atacante se aposenta aos 38 após marcar seis gols em cinco jogos de retorno na Bolívia.
- Projeto de jogar a Copa de 2026 fracassou quando a seleção boliviana caiu na repescagem.
Frustração na corrida pela Copa
Moreno rompeu um hiato de quase três anos longe do futebol para voltar ao clube que o revelou. A estratégia era simples: manter-se em evidência e disputar a próxima Copa do Mundo. A Bolívia, porém, parou na repescagem ao perder por 2 a 1 para o Iraque, partida da qual o centroavante sequer participou.
Sem vaga no Mundial que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá, o veterano decidiu antecipar a despedida e comunicou oficialmente o fim da carreira. Em nota, reconheceu o esforço, mas admitiu que o projeto não resistiu ao resultado negativo. Segundo o calendário da FIFA, não haverá novas datas de classificação que lhe permitam tentar de novo.
“Obrigado por tudo, Oriente Petrolero. Meu primeiro clube profissional e o último de minha careira. A todos os torcedores: os levarei em meu coração para sempre”.
A declaração publicada nas redes sociais ecoou em Santa Cruz de la Sierra e Belo Horizonte, reforçando o vínculo afetivo que o goleador manteve com as duas torcidas ao longo das últimas duas décadas.
Marca histórica na Raposa
Pela camisa celeste, o centroavante somou 54 gols em 147 partidas, números que o colocam como o estrangeiro mais letal da história do Cruzeiro. Conquistou os Campeonatos Mineiros de 2008 e 2014, além de levantar o Brasileirão de 2014, integrando um dos elencos mais consistentes da era recente do clube.
A passagem por Belo Horizonte também rendeu idolatria imediata: o canto “Moreno, Moreno” virou rotina no Mineirão, sobretudo em clássicos diante do Atlético-MG. Mesmo quando passou por Grêmio e Flamengo, o jogador manteve a gratidão aos cruzeirenses, voltando a defender o time em 2020 e 2021, períodos marcados por reconstrução administrativa e queda esportiva.
Fora do Brasil, o atacante rodou por Shakhtar Donetsk, Werder Bremen e Wigan Athletic, sempre carregando a missão de ser referência ofensiva. Os gols e a liderança o credenciaram a vestir a faixa de capitão da Bolívia em diversas Eliminatórias, tornando-se um dos nomes mais influentes do futebol do país nos últimos 30 anos.
Mesmo em fase final de carreira, comprovou faro de artilheiro: na curta estadia de 2026 pelo Oriente Petrolero, balançou a rede seis vezes em apenas cinco apresentações, desempenho que reativou o entusiasmo da torcida local.
Por mais que tenha dado adeus aos gramados, o boliviano já deixa clara a intenção de seguir ligado ao esporte. Ao despedir-se, sinalizou que pretende investir em capacitação para atuar nos bastidores, seja como dirigente, seja em categorias de base, aproveitando a experiência acumulada em quatro países diferentes.
O que você acha? A idolatria de Marcelo Moreno no Cruzeiro pode inspirar a próxima geração de atacantes da Raposa? Para acompanhar mais análises do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

