Empresário de Xabi Alonso aciona Palmeiras e cobra comissão

Palmeiras — O clube paulista virou alvo de uma nova disputa judicial, depois que o empresário espanhol Pedro Uralde, representante de nomes como Xabi Alonso, entrou na Justiça para cobrar comissões supostamente devidas pelas transferências do atacante Yan.

  • Em resumo: agente alega não ter recebido o percentual previsto em contrato.
  • Pedido inclui acesso integral aos documentos de três negociações envolvendo o jogador.

Ação mira operações em Portugal, Japão e Catar

De acordo com informações obtidas pela ESPN, Uralde sustenta ter direito a 10% de comissão quando participa diretamente de uma venda, ou 5% caso a transação ocorra sem sua intervenção. O ponto central do processo são as movimentações de Yan: empréstimo ao Moreirense em 2020, venda ao Yokohama F. Marinos em 2022 e transferência ao Qatar SC em 2025. O empresário afirma não ter tido acesso completo aos contratos e, por isso, não conseguiu calcular o valor exato que deveria receber. Ele também contesta a cifra de 4.275 euros — cerca de R$ 25 mil — reconhecida pelo clube como dívida.

Na petição, Uralde lembra que um despacho anterior já obrigava o Palmeiras a disponibilizar toda a documentação. Segundo ele, o descumprimento parcial dessa ordem judicial justificou o novo pedido à Justiça, agora com a inclusão de custas e honorários advocatícios. O caso reforça como temas contratuais podem se arrastar por anos e gerar impactos financeiros não previstos nos balanços dos clubes.

Clube mantém silêncio enquanto repercussão cresce

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Procurado pela reportagem, o Palmeiras optou por não se pronunciar. Internamente, a diretoria trata o litígio como uma pendência contratual sem grande exposição esportiva, mas especialistas ouvidos pela ESPN alertam que a discussão pode ganhar corpo se a Justiça exigir o pagamento de valores maiores do que os já provisionados. Além disso, o empresário espanhol possui trânsito entre figuras influentes do futebol europeu, o que amplia a visibilidade do imbróglio.

Análise: reflexos de ações judiciais em planejamento financeiro

A cobrança de comissões sobre transferências de atletas formados na base não é novidade no futebol brasileiro, mas casos como o de Yan acendem um sinal de alerta sobre a necessidade de transparência documental. Quando ordens judiciais para apresentação de contratos não são integralmente cumpridas, os clubes se expõem a multas e a um possível desgaste de imagem junto a agentes e parceiros de mercado.

Para uma gestão que preza pela solidez orçamentária, disputas desse tipo podem comprometer negociações futuras, especialmente em cenários de austeridade. O desfecho do processo indicará se a política de compliance alviverde conseguirá se sobrepor às exigências de representantes que atuam também em grandes ligas europeias.

O que você acha? A transparência na venda de jogadores da base deveria ser prioridade absoluta dos clubes? Para acompanhar mais notícias do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.


Catarina Reis trabalha nos bastidores da Tribuna Futebol, acompanhando tendências, dados e os assuntos mais buscados pelos torcedores. Seu papel é identificar quais temas estão em alta e apoiar a equipe com informações que ajudem a produzir conteúdos relevantes e atualizados. Está sempre de olho no que está acontecendo dentro e fora de campo, ajudando a direcionar as pautas do site.