Internacional — A proximidade do fim de contrato de Sergio Rochet, Gabriel Mercado e Bruno Henrique ligou o sinal de alerta no Beira-Rio, obrigando a diretoria colorada a antecipar escolhas que podem impactar todo o planejamento até 2027.
- Em resumo: Rochet é cobiçado pelo Boca Juniors e pode sair sem custos se o Inter não agir.
- Mercado e Bruno Henrique também entram na reta final de vínculo, pressionando por definições rápidas.
Goleiro uruguaio na mira do Boca obriga Inter a se mexer
Convocado para defender o Uruguai no próximo Mundial, Rochet ganhou vitrine internacional e passou a ser acompanhado de perto pelo Boca Juniors, segundo o portal argentino TyC Sports. A movimentação coloca o goleiro de 33 anos como prioridade máxima em Porto Alegre.
Apesar de ter contrato até dezembro de 2026, o camisa 1 conta com uma cláusula que amplia automaticamente o vínculo até o fim de 2027 caso participe de 60% dos jogos da temporada. A regra, comum em registros homologados pela CBF, oferece ao Inter certa segurança jurídica, mas não diminui o risco de assédio de clubes estrangeiros interessados em levar o jogador sem pagar multa.
Nos bastidores, dirigentes entendem que antecipar a conversa sobre valorização salarial e metas de performance é a forma mais eficaz de evitar que o goleiro abra negociações paralelas já na próxima janela.
Veteranos Mercado e Bruno Henrique aguardam posição oficial
Enquanto Rochet vira tema diário nas reuniões do departamento de futebol, Gabriel Mercado e Bruno Henrique seguem treinando normalmente, mas sem qualquer garantia sobre o futuro. O zagueiro argentino, que chegou ao Beira-Rio em 2021, mantém papel de liderança no vestiário e dificilmente deixará o clube antes do término do contrato, porém espera um sinal de que continuará no elenco para 2027.
No caso de Bruno Henrique, o cenário é ainda mais sensível. Aos 36 anos, o volante recuperou espaço após um período de críticas da torcida e aproveitou as últimas partidas para mostrar que ainda pode contribuir com intensidade. A comissão técnica aprova a permanência, mas o departamento financeiro analisa se a renovação faz sentido dentro da política de redução de folha traçada para a próxima temporada.
Análise: risco de repetir antigos erros de planejamento
A história recente do Internacional mostra que decisões tardias sobre renovações costumam custar caro. Em anos anteriores, a direção viu titulares assinarem pré-contrato com rivais porque as conversas foram deixadas para as últimas semanas. Se o mesmo roteiro se repetir, o clube pode perder não só jogadores importantes, mas também o poder de barganha em futuras negociações, impactando o orçamento e o desempenho esportivo.
Antecipar acordos evita que atletas valorizados negociem livremente e reduz a pressão no mercado de reposição, onde preços disparam na reta final de janela. A diretoria colorada tem, portanto, a oportunidade de mostrar aprendizado e blindar seu elenco antes que a concorrência avance.
O que você acha? A diretoria deve priorizar Rochet ou é mais urgente definir o futuro dos veteranos? Para acompanhar mais análises sobre o Inter e o Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

