Textor rebate acusação de dívida milionária e pressiona Botafogo

Botafogo — A batalha pelo controle da SAF ganhou novo capítulo após John Textor negar publicamente ter deixado uma dívida de 28 milhões de libras com o Nottingham Forest e acusar opositores de distorcer informações.

  • Em resumo: Textor afirma que a venda de Danilo ajudaria a sanar o passivo e injetar capital no clube.
  • Empresário chama críticas internas de “calúnia distorcida” e promete seguir na disputa política.

Dívida com Forest eleva tensão nos bastidores

A questão veio à tona em reunião do Conselho Consultivo, quando dirigentes revelaram o compromisso de 28 milhões de libras firmado ainda na gestão de John Textor. Segundo participantes, o ex-gestor planejava negociar o volante Danilo ao Nottingham Forest por 4 milhões de libras, usando parte do valor para equilibrar as contas.

O associativo, porém, barrou a operação, o que acentuou o impasse sobre como quitar o débito. A divulgação dos números ecoou entre conselheiros, torcedores e analistas, ampliando o desgaste da SAF alvinegra — situação que rende manchetes também fora do país, como aponta matéria recente da ESPN internacional.

“Acorda, família. Todo dia é mais uma calúnia distorcida de Montenegro, Eduardo e J.P. A transação contemplada era uma venda, que respeitaria os valores anteriores devidos, conforme exigido pela FIFA, com o atleta permanecendo no Botafogo… Seguida por uma injeção significativa de capital em dinheiro, como foi proposto agora por essa mesma organização… Prova de que isso teria criado um caixa significativo para o clube…. eles acham que vocês são bobos e vão acreditar em qualquer coisa que eles disserem”

No desabafo publicado nas redes sociais, Textor mira três figuras influentes da política interna — Montenegro, Eduardo e J.P. — e questiona a narrativa apresentada na reunião. A fala tensiona ainda mais a relação do empresário com o grupo que hoje conduz a SAF.

Venda de Danilo vira ponto central da discórdia

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Para Textor, negociar o volante com permanência temporária no elenco resolveria parte do problema financeiro sem enfraquecer de imediato o time. O associativo, porém, teme que a transação seja paliativa diante do tamanho do passivo e cobra uma solução definitiva.

A divergência sobre o destino de Danilo expõe modelos distintos de gestão: de um lado, o americano defende a antecipação de receitas; do outro, o grupo interno prega cautela e revisão de contratos antes de novas vendas.

Análise: fragilidade de governança na SAF

Além disso, a exposição pública das acusações sugere que o embate extrapolou o campo administrativo e tornou-se pessoal, dificultando acordos de curto prazo. Enquanto não houver auditoria compartilhada e canal unificado de comunicação, a SAF seguirá vulnerável a vazamentos seletivos.

O que você acha? A venda de Danilo seria solução ou agravaria o problema financeiro? Para acompanhar mais sobre o futebol nacional, acesse nossa cobertura completa.


Carlos Silva começou escrevendo sobre futebol em fóruns e páginas online, acompanhando principalmente jogos do dia e notícias rápidas. Com o tempo, ganhou experiência cobrindo partidas e organizando informações de forma clara para quem quer saber rapidamente o que está acontecendo. Hoje, na Tribuna Futebol, produz conteúdos sobre horários de jogos, transmissões e atualizações do futebol, sempre com uma linguagem simples e direta.