Palmeiras — Em entrevista recente, a presidente Leila Pereira revelou que pretende adquirir um clube-empresa quando encerrar seu ciclo na presidência alviverde, previsto para dezembro de 2027.
- Em resumo: Leila descarta trabalhar em rivais, mas quer ser proprietária de um time.
- Modelo clube-empresa atrai a dirigente por afastar disputas políticas internas.
Gestora vê no modelo SAF caminho longe da política
Questionada sobre seus planos pós-Palmeiras, Leila foi direta: prefere comandar um projeto no qual as decisões não dependam de conselhos ou eleições. A dirigente recordou o desgaste do modelo associativo e elogiou a profissionalização que a Sociedade Anônima do Futebol oferece. O interesse reforça a tendência de modernização na elite brasileira, que já conta com exemplos recentes de SAFs reconhecidas pela Confederação Brasileira de Futebol.
Na prática, tornar-se dona de um clube permitiria a Leila assumir riscos e colheitas de forma concentrada, algo impossível em estruturas colegiadas como a do Palmeiras.
“Não iria para outro clube. Por enquanto, não. Mas no futuro, eu vou te falar uma coisa, eu acredito em clubes-empresa. Pode ser que no futuro eu seja a dona de um clube”.
A fala escancara a mudança de postura: de patrocinadora e dirigente eleita, Leila quer se tornar investidora majoritária, tendência que ganhou força após a regulamentação das SAFs no país.
Desgaste com eleições motiva mudança de rota
Desde que assumiu em 2021, a presidente convive com votações, conselhos e correntes políticas internas. Apesar dos títulos conquistados, ela admite fadiga com as campanhas para se manter no comando do clube.
“Olha que espetáculo. Você não precisar pedir voto. Eu não tenho mais essa paciência. Você acha que eu há 15 anos atrás, eu imaginei: ‘Olha, em 2015 eu vou ser patrocinadora do Palmeiras, e vou ser conselheira e vou ser…’ Não. A vida apresenta oportunidades para você, sabe?”
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O desabafo explicita a aversão crescente a processos eleitorais, reforçando que sua próxima experiência no futebol deverá ser 100% corporativa.
Análise: o impacto de uma eventual compra
Se concretizar o plano, Leila levará ao mercado uma combinação rara: capital robusto, experiência comprovada em gestão vitoriosa e networking institucional. Esse pacote torna qualquer investimento potencialmente competitivo desde o primeiro dia. Por outro lado, ao migrar para um clube-empresa, a dirigente deixará de contar com a força social de uma torcida centenária como a do Palmeiras, precisando construir engajamento a partir de resultados e identidade de marca.
O movimento também pressiona outras figuras políticas do futebol brasileiro a reconsiderar modelos associativos, principalmente se Leila repetir fora do Palestra o sucesso esportivo e financeiro obtido em sua gestão atual.
O que você acha? A presidente deveria realmente comprar outro clube ou seguir ligada ao Verdão de alguma forma? Para acompanhar mais análises sobre o cenário nacional, acesse nossa cobertura completa.

