Palmeiras — A diretoria alviverde definiu que só abrirá conversas para negociar Flaco López se ele se valorizar na Copa do Mundo e chegar ao clube uma oferta “irrecusável” de até R$ 351 milhões.
- Em resumo: Venda só ocorre se proposta bater entre €50 mi e €60 mi.
- Clube paulista confia que desempenho no Mundial pode inflacionar ainda mais o passe do argentino.
Proposta mínima é de €50 milhões
A informação foi revelada pelo jornalista André Hernan, da ESPN, e confirma a estratégia traçada pela presidente Leila Pereira. Depois de descartar publicamente qualquer saída de titulares, ela admite exceção para o atacante argentino, desde que a oferta alcance entre €50 milhões e €60 milhões — valor que, na cotação atual, varia de R$ 292 milhões a R$ 351 milhões.
O recado atende também ao interesse do Atlético de Madrid, primeiro europeu a sondar o camisa 42. Caso o jogador brilhe no Mundial, clubes do Velho Continente terão de abrir o cofre. O cenário é semelhante ao que já se viu em outros ciclos de Copa, quando atletas sul-americanos disparam de preço logo após o torneio, como mostra histórico publicado pela FIFA.
Internamente, o Palmeiras entende que a cifra cobriria não só o investimento inicial, mas também o impacto esportivo de perder um dos pilares ofensivos de Abel Ferreira.
Desempenho valoriza o atacante
Contratado há dois anos, Flaco já soma 35 partidas, 14 gols e dez assistências com a camisa alviverde. Além da precisão na área, ele participa da construção de jogadas, característica valorizada pelo técnico português.
Se a Argentina conquistar o título mundial, a diretoria alviverde trabalha com a possibilidade de o preço subir ainda mais. Dirigentes avaliam que o mercado europeu reconhece campeões da Copa como ativos de prestígio imediato, algo que se refletiria em bônus e gatilhos de contrato favoráveis.
Análise: gestão de ativos no futebol brasileiro
A posição do Palmeiras reflete um movimento crescente entre clubes nacionais que buscam controlar o timing das vendas para o exterior. Com calendários apertados e competições como Brasileirão e Libertadores simultâneas, perder uma peça-chave no meio da temporada pode comprometer objetivos esportivos. Por isso, a exigência de valores altos funciona como fator de dissuasão e, ao mesmo tempo, protege as finanças mesmo em caso de saída.
No caso específico de Flaco, o clube sinaliza que não repetirá vendas apressadas do passado, priorizando a receita máxima e a reposição planejada. Essa postura evidencia a profissionalização crescente da SAF palestrina e pressiona pretendentes a pagarem o preço justo.
O que você acha? Flaco deve ser negociado por cifras recordes ou permanecer para brigar por títulos no Brasil? Para acompanhar mais análises sobre o Verdão, acesse nossa cobertura completa.

