Internacional — A derrota por 3 a 1 para o Bragantino virou alerta no Beira-Rio e levou Paulo Pezzolano a colocar a responsabilidade diretamente sobre seus ombros, defendendo a opção por escalar Alan Patrick mesmo com mudanças forçadas na equipe.
- Em resumo: Pezzolano reconheceu que o Bragantino dominou o jogo e disse que a culpa é dele.
- A escolha por Alan Patrick foi reafirmada: “eu quem decidi tirá-lo”, frisou o uruguaio em coletiva.
Treinador admite atuação abaixo do padrão
Na entrevista pós-jogo, Pezzolano não economizou sinceridade. Ele descreveu um Internacional distante do nível demonstrado nas rodadas anteriores do Brasileirão e reconheceu que o rival teve iniciativa praticamente do início ao fim. A postura contrasta com discursos que costumam culpar arbitragem ou azar, ganhando repercussão entre torcedores e analistas. Segundo o treinador, a equipe falhou em competir na intensidade exigida para encarar o estilo agressivo do clube de Bragança Paulista, caracterizado pela marcação alta e transições rápidas, de acordo com perfil traçado pela Confederação Brasileira de Futebol.
No entendimento do comandante, o revés é pedagógico: expõe limites coletivos e a necessidade de ajustes durante a pausa do calendário nacional.
“Foi abaixo do que esperávamos. Era o mesmo time que vinha jogando. Só não tivemos o Bernabei. No segundo tempo, teve o pênalti e fizeram o terceiro. Foi o primeiro jogo que merecemos perder. O rival foi superior a todo o momento”.
A avaliação crua abre espaço para cobranças internas e reforça o discurso de accountability que o treinador uruguaio tem adotado desde que chegou a Porto Alegre.
Alan Patrick vira centro da coletiva
Sem Bernabei, suspenso, a comissão testou nova composição no meio-campo. Alan Patrick, camisa 10 e referência técnica do elenco, ganhou chance entre os titulares. Mesmo substituído durante a partida, teve o trabalho nos treinos exaltado pelo chefe. A escolha gerou questionamentos sobre perda de velocidade defensiva, mas Pezzolano manteve o discurso de confiança no jogador, conhecido pela visão de jogo e capacidade de reter a bola entre as linhas adversárias.
“Alan Patrick estava treinando bem. Eu quem decidi tirá-lo. Tem muita qualidade. Conseguimos, mesmo não jogando bem, a bola atrás do volante. O Bragantino, quando perde a bola, vai para frente. Ele tem trabalhado muito bem. É referência dentro e fora de campo e merecia”.
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O respaldo público protege o atleta de críticas imediatas e sinaliza que o camisa 10 segue prestigiado para a sequência da competição.
Análise: gestão de crise e pausa providencial
A fala de Pezzolano assume caráter estratégico. Ao centralizar a culpa, ele afasta ruídos sobre o vestiário e evita que a derrota contamine a confiança de peças-chave, caso de Alan Patrick. Essa abordagem costuma fortalecer o senso de grupo em momentos de turbulência esportiva.
Além disso, a paralisação no calendário cria janela para correções táticas. O Internacional terá tempo para ajustar posicionamento defensivo, calibrar transições e recuperar atletas fisicamente. O desempenho contra o Bragantino mostrou que a equipe sofre quando marcada sob pressão alta, ponto que deve ser prioridade no período sem jogos oficiais.
O que você acha? A responsabilidade assumida por Pezzolano pode mudar o ambiente no Inter ou o problema é mais profundo? Para acompanhar mais análises do Brasileirão, visite nossa editoria especial.

