Corinthians — Em coletiva após a virada sobre o Grêmio, Fernando Diniz explicou os motivos que mantêm o atacante Gui Negão sem minutos desde que assumiu o clube, apesar da pressão crescente da torcida.
- Em resumo: lesão inicial atrasou a integração do jovem ao trabalho de Diniz.
- Concorrência interna e limite de substituições reforçam a escolha do treinador.
Virada em Porto Alegre traz alívio na tabela
A vitória por 3 a 1 sobre o Grêmio, fora de casa, afastou o Corinthians da zona de rebaixamento e deu fôlego antes da parada para a Copa do Mundo. O resultado, confirmado na tabela oficial da CBF, mudou o clima no vestiário e fortaleceu as convicções de Fernando Diniz.
Nesse cenário, o técnico levou Gui Negão para o banco, mas voltou a mantê-lo como opção, decisão que gerou questionamentos pelo potencial do atacante revelado no Parque São Jorge.
“Então, um dos motivos principais é a ausência dele por conta da lesão. Porque ele está comigo, eu estou aqui há menos de dois meses, e o Gui Negão está comigo há menos de um mês, em condições de participar. E tem outros jogadores que estavam mais inteirados no trabalho, e ele está treinando bem”.
Segundo Diniz, o período fora dos gramados impediu que o camisa 98 assimilasse os conceitos táticos já absorvidos pelo restante do grupo, justificando a escolha por atletas que completaram todo o ciclo de preparação.
Lesão e disputa acirrada adiam estreia oficial
A contusão sofrida enquanto servia à Seleção Brasileira Sub-20 não foi o único fator. A ascensão de Pedro Raul, hoje primeira opção para substituir Yuri Alberto, reduziu ainda mais as chances de Gui Negão nas últimas partidas.
“É um jogador de quem eu gosto. Jogou contra, inclusive, muito bem. Quando ele jogou contra o Vasco, no ano passado, eu era o técnico do Vasco. E a questão da oportunidade é que não dá para você colocar dez jogadores. Se você não tivesse colocado outro jogador, você diria: ‘Ah, mas por que você não colocou tal outro jogador?’. Só tem cinco para trocar”.
A fala evidencia o dilema do comandante: com apenas cinco substituições permitidas, cada escolha carrega peso estratégico. A preferência atual por Pedro Raul indica que Gui Negão precisará se destacar nos treinamentos para ganhar espaço após a pausa.
Análise: escolhas de Diniz e a paciência da Fiel
O histórico do treinador reforça a ideia de meritocracia: Diniz costuma priorizar quem melhor assimila seu modelo posicional e pressiona alto. Lesões, portanto, comprometem o timing do atleta na corrida por vagas. Resta saber como a torcida reagirá se o bom momento do time coincidir com a permanência do prata da casa no banco.
O que você acha? Gui Negão deve ganhar minutos logo após a parada ou a concorrência interna justifica a decisão de Diniz? Para acompanhar mais sobre o Timão, acesse nossa cobertura completa.

