Botafogo — Em entrevista exibida pela ESPN, o ex-volante alvinegro Gregore criticou a forma como Marlon Freitas e Alexander Barboza deixaram o clube rumo ao Palmeiras, apontando “falta de transparência” no processo.
- Em resumo: Gregore acusa o Botafogo de não apresentar um projeto claro aos atletas.
- Volante destaca o poder de atração do Palmeiras na decisão de ambos os jogadores.
Volante expõe bastidores das negociações
Convidado do programa Bola da Vez, Gregore relembrou a temporada mágica de 2024, quando o Botafogo ergueu o Campeonato Brasileiro e a CONMEBOL Libertadores. Mesmo afastado do cenário nacional — hoje defende o Al Rayyan, do Catar —, o jogador ainda acompanha de perto o noticiário alvinegro. Ao comentar as transferências formalizadas em 02/05/2026, ele foi direto ao ponto ao apontar lacunas no diálogo interno.
Para o ex-capitão, a ausência de um plano convincente pesou mais do que qualquer oferta financeira. Em meio à repercussão nas redes, torcedores lembraram que o episódio reforça um histórico recente do clube de perder peças-chave sem resistência. A própria ESPN, emissora que veiculou a entrevista, destacou que o caso reacende discussões sobre gestão de elenco no futebol brasileiro, conforme reportagem especial da rede esportiva.
“Eu fico meio triste pela maneira que o Marlon Freitas saiu. Ele passa em momento difícil em 2023, em 2024 ele é o nosso capitão. Ele acabou tendo falas que não sei se no momento ele se equivocou e acabou trazendo um transtorno grande para essa transferência. Acredito que se ele tivesse um projeto bom no Botafogo ele não sairia.”
A declaração acendeu o debate sobre o peso da instabilidade nos bastidores do Botafogo. Para parte da torcida, a fala confirma que a crise vai além de resultados em campo, alcançando planejamento e comunicação.
Palmeiras convence atletas com projeto vitorioso
Na segunda metade da entrevista, Gregore explicou que o convencimento não partiu apenas de cifras, mas de um ambiente competitivo já testado em finais. O volante citou diretamente o técnico Abel Ferreira como fator de persuasão, indicando que a abordagem pessoal faz diferença quando o objetivo é atrair jogadores acostumados a disputar taças.
“É difícil para nós atletas. Chega um clube como o Palmeiras e demonstra interesse, o Abel deve ter ligado para os dois, um clube que sempre está brigando por títulos, chega uma proposta… não vai mexer com o atleta, é muito difícil! Foi uma combinação de fatores que fizeram essas transferências acontecerem. Não teve a transparência de apresentar um projeto para ambos, e o Palmeiras chegou muito forte para levar os caras.”
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A fala ressalta o contraste entre a segurança esportiva oferecida pelo Palmeiras e a incerteza vivida pelo Botafogo. Não por acaso, o clube paulista continua ampliando seu plantel de atletas experientes sem grandes barreiras de negociação.
Análise: transparência versus ambição esportiva
Os bastidores revelados por Gregore escancaram dois modelos de gestão em polos opostos. De um lado, o Botafogo enfrenta cobranças por planejamento de longo prazo e comunicação interna. Do outro, o Palmeiras consolida a imagem de “porto seguro” competitivo, capaz de oferecer calendário recheado de decisões e estrutura de alto nível.
Essa dicotomia reforça uma lógica recorrente no mercado brasileiro: clubes que apresentam rota clara para títulos tendem a atrair — e reter — talentos, enquanto projetos vagos perdem força diante do assédio de rivais organizados.
O que você acha? A saída de Marlon Freitas e Barboza expõe problemas de gestão ou é apenas reflexo do poder de investimento do Palmeiras? Para acompanhar mais análises do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

