Botafogo — O clube carioca encerra a primeira parte da temporada em alta, embalado por quatro jogos sem derrota e por elogios públicos de Raphael Rezende, ex-coordenador de scout alvinegro, ao técnico português Franclim Carvalho.
- Em resumo: Rezende afirma que o treinador já era peça-chave na comissão de Artur Jorge e tem estilo ofensivo bem definido.
- Invicto há quatro partidas, o Glorioso enfrenta o Bahia no dia 30 em busca de um lugar no topo do Brasileirão.
Invencibilidade aquece a torcida
A série atual de três vitórias e um empate devolveu otimismo ao torcedor e colocou o Botafogo perto do pelotão da frente no Campeonato Brasileiro. Segundo levantamento da Confederação Brasileira de Futebol, o time figura hoje entre os melhores ataques da competição, atributo que o próprio Rezende credita ao comandante luso.
A equipe também avançou na Sul-Americana antes da parada para a Copa do Mundo, mostrando que o projeto de jogo de Franclim, pautado em transições rápidas, começa a dar frutos.
“Gosto muito. A gente está falando do segundo trabalho dele como profissional e o primeiro relevante, de peso, como treinador principal. Ele tinha uma influência grande. Ele era o número um, o primeiro auxiliar do Artur”.
Para Rezende, o peso da trajetória de Franclim como braço direito de Artur Jorge explica a rápida adaptação ao cargo máximo. O ex-analista aposta que a clareza de ideias facilita a resposta dos atletas em campo.
Estilo ofensivo x busca por equilíbrio
Embora o ataque funcione, o setor defensivo ainda preocupa. A eliminação na Copa do Brasil expôs vulnerabilidades no pós-perda e nos contra-ataques adversários — tema que o próprio Rezende reconhece como ponto de atenção.
“Franclim era muito influente na parte de conteúdo, tanto que estava na rodinha no banco fazendo o desenho do time na final da Libertadores. Acho até que esse desenho, quadrado por dentro, alas espetados, passa por predileção dele, jogo direto, vertical, definição rápida. Está sofrendo com esse desequilíbrio do pós-perda, contra-ataque do adversário”.
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A avaliação ressalta que a marca registrada do treinador — ofensividade sem concessões — cobra preço alto quando a recomposição falha. O time chegou a liderar o ranking de gols marcados e sofridos simultaneamente no país, sinal de que o ajuste defensivo determinará o próximo patamar do projeto.
Análise: o desafio de manter identidade e solidez
A fala de Raphael Rezende ressalta um dilema recorrente em times de vocação ofensiva: como proteger-se sem abrir mão da intensidade no terço final. Históricos recentes do futebol brasileiro mostram que projetos de posse agressiva, como o do próprio Botafogo, só vingam a longo prazo após consolidar mecanismos de pressão pós-perda ou adotar linha defensiva mais protegida por meias de contenção.
Se Franclim Carvalho conseguir equilibrar esses vetores, a sequência invicta pode transformar confiança momentânea em candidatura real ao título — especialmente num Brasileirão cuja regularidade vale mais que picos de desempenho.
O que você acha? O Botafogo deve manter o ímpeto ofensivo de Franclim ou priorizar ajustes na defesa? Para acompanhar mais análises do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

