Boca e River disputam Montoro após impasse no Botafogo

Botafogo — A relação entre o clube carioca e o atacante Álvaro Montoro ganhou contornos de crise depois que o empresário do jogador passou a oferecê-lo a rivais de peso na América do Sul e no Brasil, movimentando o mercado antes mesmo do fim da temporada.

  • Em resumo: divergência sobre comissão levou o agente a sondar Boca Juniors, River Plate, Flamengo e Palmeiras.
  • Botafogo só abre mão do argentino por proposta perto de €30 milhões, apesar da multa de €40 milhões.

Agente oferece atacante a gigantes da América do Sul

Segundo apuração da Agência RTI Esporte, o agente Nicolás Puppo, da Elite Sports Management Agency, comunicou a dirigentes de Boca Juniors, River Plate, Flamengo e Palmeiras que Montoro pode deixar General Severiano. O motivo é o não pagamento integral da comissão acertada na compra do atleta junto ao Vélez Sarsfield, o que esfriou a relação com a Sociedade Anônima do Futebol alvinegra.

Contratado em junho de 2025 por US$ 9 milhões, o atacante é visto como peça valiosa no elenco. Mesmo assim, o estafe acredita que a melhor forma de pressionar pelo acerto financeiro é abrir conversas paralelas. A estratégia segue o roteiro já utilizado em negociações recentes do continente, como recorda reportagem da ESPN brasileira.

Botafogo fixa preço e tenta conter desgaste

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Nos bastidores, a direção admite vender o jogador somente se aparecer oferta na casa de €30 milhões. A cifra está abaixo da cláusula rescisória de €40 milhões, mas é considerada suficiente para cobrir o investimento feito e gerar lucro esportivo e financeiro. Pessoas próximas ao agente, porém, defendem que o valor de mercado atual de Montoro não chega a essa marca, o que pode dificultar uma transferência imediata.

O impasse ganhou corpo porque o Botafogo, de olho na Copa do Mundo que se aproxima, acredita que a vitrine global pode inflacionar o preço do atleta. Já Puppo pressiona para resolver tudo antes, temendo ver a comissão travada por mais tempo. Até aqui, a SAF mantém o discurso de que o argentino segue nos planos e que qualquer decisão só será tomada depois do Mundial.

Análise: comissão emperra planejamento alvinegro

O caso evidencia o quanto dívidas de intermediação podem impactar o dia a dia de um clube estruturado em modelo SAF. Mesmo com contrato até dezembro de 2029, Montoro vira moeda de troca porque a pendência afeta diretamente o caixa de seu representante. Ao levar o jogador ao radar de Boca e River, o empresário força Botafogo a escolher entre pagar agora ou correr o risco de perder um ativo valioso.

Para o atleta, a disputa oferece cenário tentador: retornar ao futebol argentino em grandes equipes ou chegar a clubes brasileiros que disputam títulos e atraem holofotes. Para o Botafogo, fica a missão de equilibrar finanças, elenco e reputação num mercado onde atrasos de comissão rapidamente se convertem em pressão pública.

O que você acha? Montoro deve ser negociado ou Botafogo precisa segurar o atacante até depois da Copa? Para acompanhar mais sobre negócios do clube, visite nossa editoria do Brasileirão.


Marcelo Freire trabalha com conteúdo digital há mais de uma década e lidera a equipe editorial da Tribuna Futebol. Ao longo da carreira, participou da criação e desenvolvimento de projetos online voltados à informação e entretenimento. No dia a dia, acompanha de perto tudo o que é publicado, revisando conteúdos e orientando a equipe para manter um padrão claro, confiável e alinhado com o que o leitor realmente busca quando procura informações sobre futebol.