São Paulo — O Tricolor paulista esbarrou em uma barreira financeira ao abrir conversas para contratar o atacante Matheus Martins, do Botafogo, visando a próxima janela de transferências.
- Em resumo: Botafogo pede €10 mi (R$ 59 mi) e deixa negociação em ponto morto.
- Atleta também está na mira de clubes da Inglaterra, Holanda, Espanha e Rússia.
Botafogo faz jogo duro pelo atacante
De acordo com o jornalista Alexsander Vieira, representantes do São Paulo procuraram o estafe de Matheus Martins para entender a viabilidade do negócio. O primeiro contato confirmou entusiasmo do jogador em vestir a camisa tricolor, mas a diretoria alvinegra estipulou um preço considerado alto demais no Morumbi.
O Botafogo sinalizou que só libera o atleta em definitivo mediante pagamento de, no mínimo, 10 milhões de euros — valor que, na cotação atual, beira os R$ 59 milhões. Em linha com o mercado nacional, a pedida posiciona o jogador no patamar de venda para o exterior, o que complica qualquer tratativa doméstica. Segundo o regulamento de registro da Confederação Brasileira de Futebol, transações internas podem ocorrer até o fim da janela do meio do ano, mas dependem de acordo entre as partes.
Dirigentes tricolores entendem que o investimento exigiria criatividade financeira — algo que hoje não se encaixa no teto de gastos definido após a chegada do técnico Dorival Júnior. Por isso, as conversas esfriaram nos últimos dias, embora não estejam totalmente encerradas.
Interesse europeu aumenta a concorrência
Mesmo sem uma proposta formal de fora, o nome de Matheus Martins circula em relatórios de observação de Coventry City (Inglaterra), Feyenoord (Holanda), Celta de Vigo (Espanha) e Krasnodar (Rússia). Essa vitrine internacional reforça a convicção do Botafogo de que pode faturar alto, segurando o atleta até julho, quando o mercado europeu costuma aquecer.
Para o São Paulo, cada clube estrangeiro na disputa eleva o risco de inflação do preço. O Tricolor já perdeu alvos recentes para concorrentes do Velho Continente e, desta vez, avalia se vale insistir ou redirecionar recursos para outras posições solicitadas pela comissão técnica.
Análise: o ponto de equilíbrio financeiro
Os fatos mostram um impasse clássico do mercado brasileiro: clubes que precisam vender para equilibrar caixa versus rivais que tentam reforçar o elenco sem comprometer o orçamento. O Botafogo testou o apetite do São Paulo ao fixar a pedida em patamar europeu. Do lado tricolor, há cautela após investimentos pesados em temporadas passadas, que ainda repercutem no balanço.
Sem margem para parcelamentos longos ou direitos de vitrine, a diretoria paulista só avançará caso o Botafogo aceite formatos criativos — como porcentagem em revenda ou bônus por metas —, algo que, até aqui, o clube carioca não considera.
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