Atlético-MG — A vitória sobre o Puerto Cabello pela Sul-Americana ganhou contornos de adeus: o zagueiro paraguaio Júnior Alonso confirmou que disputou sua última partida pelo Galo antes da próxima janela de transferências.
- Em resumo: Alonso encerra ciclo vitorioso e já se apresenta à seleção do Paraguai.
- Diretoria libera o atleta antes do fim do contrato e busca reposição imediata.
Vitória internacional sela a saída do capitão de 2021
A movimentação nos bastidores não era novidade. Com vínculo até dezembro, Alonso podia assinar pré-contrato sem custos e, segundo o próprio jogador, um acordo firmado em janeiro previa liberação antecipada. A confirmação veio minutos após o apito final, em entrevista ao SBT, ainda no gramado.
O defensor, peça-chave nas campanhas dos títulos brasileiro e da Copa do Brasil de 2021, sai novamente de Belo Horizonte com destino ao futebol norte-americano. A formalização do novo clube deve ocorrer nas próximas semanas, depois de sua apresentação para a disputa da Copa do Mundo, organizada pela CONMEBOL.
“Em janeiro, cheguei a um acordo com o clube no qual eu poderia sair agora sem remuneração. Então, hoje foi meu último jogo com a camisa do Galo. Estou feliz porque fiz meu dever. Trabalhei muito pelo clube, e o clube me ajudou muito também. Acabar desse jeito está bem”.
A declaração, feita à TV Alterosa/SBT, encerrou qualquer dúvida sobre o futuro imediato do paraguaio e transformou a noite classificatória em momento de despedida diante da torcida.
Diretoria corre contra o relógio para preencher a lacuna
Sem Alonso, o técnico Domínguez perde sua referência mais experiente na defesa. A liberação antecipada obriga a diretoria a agir já na abertura da janela, visto que o clube também não contará com o atleta na sequência do Brasileirão — competição na qual, em 10 de maio de 2026, ele ainda defendia o Galo contra o Botafogo, na Arena MRV.
Nos corredores, admite-se que a reposição será prioridade absoluta. A missão: encontrar zagueiro de liderança semelhante, sem comprometer o orçamento que também inclui reforços para outras posições.
Análise: impacto no planejamento alvinegro
A saída consensual alivia a folha salarial, mas aumenta o risco esportivo. Alonso era voz ativa no vestiário e garantia segurança em jogos decisivos. A proximidade da fase eliminatória da Sul-Americana amplia a pressão sobre a diretoria: falhar na reposição pode custar avanço internacional e pontos cruciais no Brasileirão.
Além disso, a liberação simboliza modelo de gestão em que o clube aceita perder ativo relevante para evitar saída gratuita no fim do contrato. A estratégia exige resposta rápida no mercado — e acerta em cheio a avaliação de elenco para 2026.
O que você acha? A torcida deve confiar na diretoria para substituir Júnior Alonso à altura? Para acompanhar todos os movimentos do mercado da Sul-Americana, acesse nossa cobertura completa.

