SANTOS — A relação entre o clube da Vila Belmiro e o lateral argentino Escobar entrou na contagem regressiva: com vínculo até dezembro, o jogador dificilmente permanece para 2027, segundo informação revelada pela ESPN Brasil.
- Em resumo: diretoria indica que não renovará com o atleta de 29 anos após a temporada.
- Escobar já pode assinar pré-contrato a partir da metade do ano, abrindo caminho para saída sem compensação financeira.
Clube adota postura cautelosa enquanto críticas aumentam
Nos bastidores, o entendimento é de que o rendimento de Escobar, que disputou 24 partidas, marcou um gol e forneceu uma assistência, não justifica novo compromisso salarial prolongado. A torcida tem expressado insatisfação, sobretudo após atuações irregulares que custaram pontos importantes na luta do Peixe para permanecer na parte de cima da tabela do Brasileirão.
O cenário, confirmado pela reportagem da ESPN, deixa o atleta livre para negociar a partir de julho. Qualquer equipe interessada poderá formalizar proposta direto ao jogador, sem necessidade de acordo com o Santos, conforme determina a regulamentação da CBF sobre contratos que entram nos seis meses finais.
Agenda lotada mantém lateral em evidência
Apesar da indefinição, Escobar segue à disposição da comissão técnica e deve ser relacionado para o confronto diante do Vitória, na Vila Belmiro, sábado (30). O duelo será transmitido pela ESPN, o que tende a intensificar o escrutínio sobre sua performance justamente no momento em que o futuro profissional está em debate.
Internamente, o discurso é de foco total na reta decisiva do campeonato. O próprio jogador, segundo pessoas próximas, pretende usar o segundo semestre como vitrine, seja para convencer o Santos a reavaliar a decisão ou para chamar atenção de clubes de dentro e fora do país.
Análise: impactos de uma saída sem retorno financeiro
A perda do lateral sem compensação traz dupla preocupação para a diretoria. Primeiro, há o aspecto esportivo: o elenco ficaria com apenas uma peça de origem para o setor, obrigando o clube a buscar reposição imediata no mercado. Depois, há a questão financeira: negociar o atleta antes do fim do vínculo poderia gerar receita e aliviar parte da folha, mas a direção entendeu que não houve propostas capazes de compensar a liberação antecipada.
Para o jogador, entretanto, o modelo atual abre espaço para bônus de assinatura mais alto em uma futura transferência, prática comum quando não há taxa de compra. O resultado é um equilíbrio delicado: o Santos aposta na contribuição do atleta até dezembro, enquanto Escobar equilibra motivação em campo e planejamento de carreira.
O que você acha? O Santos acerta ao deixar Escobar cumprir o contrato ou deveria buscar venda imediata? Para acompanhar todas as novidades do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

