Cuca admite culpa e põe futuro de Mayke e Zé Rafael em xeque

Santos — Em entrevista recente, o técnico Cuca reconheceu erros na gestão de Mayke e Zé Rafael, levantando a possibilidade de que ambos deixem a Vila Belmiro na próxima janela.

  • Em resumo: técnico admite falhas e indica negociações abertas para a dupla ex-Palmeiras.

Treinador vê responsabilidade direta na queda de rendimento

Cuca apontou que Mayke atuou diversas vezes sem estar nas melhores condições físicas, algo que, segundo ele, comprometeu o desempenho coletivo. O treinador também avaliou que decisões táticas não favoreceram o lateral, reforçando que a culpa não recai apenas sobre o atleta. O reconhecimento público do comandante acontece num momento em que o clube passa por reestruturação financeira e esportiva, pressionando por resultados imediatos. Como referência oficial sobre o calendário e registros da Série A, a Confederação Brasileira de Futebol detalha as inscrições de jogadores.

Internamente, a diretoria avalia propostas para reduzir a folha salarial, e a dupla encabeça a lista de possíveis saídas. A decisão tem peso extra porque ambos chegaram com status de titulares e experiência de títulos nacionais.

“O Mayke tenta nos ajudar mesmo fora da real condição dele. Quando ele tem um revés como ele teve no jogo, a gente se sente culpado. Eu me sinto muito por isso. Mas a gente valoriza muito o caráter dele”, frisou o técnico.

A fala evidencia que o problema vai além da técnica: trata-se de gestão de elenco. O reconhecimento de Cuca sobre a utilização do lateral sem plenitude física serve de alerta para o departamento médico e para a gerência de futebol, que planejam revisão nos protocolos de retorno de atletas.

Zé Rafael pode buscar novos ares

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Com contrato entrando na reta final, Zé Rafael também foi tema da coletiva. O volante chegou ao Santos sob expectativa de protagonismo, mas não conseguiu repetir as atuações que o destacaram no Palmeiras. Dirigentes veem mercado para o meio-campista em outros grandes clubes do país ou até no exterior, hipótese que ganharia força caso o Peixe avance em negociações já iniciadas.

“O Zé Rafael é uma outra situação. Não sei até quando é o contrato dele. É um jogador que tem um belo futebol e vai seguir a carreira dele. Se não é aqui no Santos, é em uma outra grande equipe, porque se trata de um bom jogador”, concluiu Cuca.

O posicionamento do técnico, ainda que diplomático, libera a diretoria para ouvir propostas sem receio de desgaste interno. A transferência abriria espaço para jovens da base e aliviaria a massa salarial, pilar do planejamento para a próxima temporada.

Análise: reformulação necessária para equilibrar elenco e finanças

As declarações de Cuca explicam a sintonia entre comissão técnica e direção na busca por cortes estratégicos. Num cenário de orçamento apertado, a permanência de atletas caros que não são decisivos pesa contra a competitividade. Reduzir a folha agora pode significar mais fôlego para investir pontualmente em posições carentes ou renovar com promessas formadas em casa.

Além disso, expor a “culpa” pública assume caráter preventivo: ao admitir falhas, o treinador retira parte da pressão sobre os jogadores, evitando que a torcida concentre críticas apenas na dupla. Trata-se de uma jogada política que facilita eventuais vendas sem atritos maiores.

O que você acha? Vender Mayke e Zé Rafael é mesmo o melhor caminho para o Peixe? Para seguir todas as movimentações do clube na competição, acesse nossa cobertura completa.


Catarina Reis trabalha nos bastidores da Tribuna Futebol, acompanhando tendências, dados e os assuntos mais buscados pelos torcedores. Seu papel é identificar quais temas estão em alta e apoiar a equipe com informações que ajudem a produzir conteúdos relevantes e atualizados. Está sempre de olho no que está acontecendo dentro e fora de campo, ajudando a direcionar as pautas do site.