Bahia — A sequência negativa do Tricolor de Aço ganhou novo capítulo ao sofrer a virada por 3 a 2 diante do Coritiba, resultado marcado por dois erros do goleiro João Paulo, que substituiu o lesionado Léo Vieira pouco antes do intervalo.
- Em resumo: João Paulo falhou em dois lances decisivos e o Bahia chegou ao oitavo jogo sem vitória.
- Rogério Ceni rechaçou críticas individuais e cobrou apoio interno ao arqueiro.
Virada no Couto Pereira expõe vulnerabilidade defensiva
O Bahia até começou melhor e abriu o marcador, mas não sustentou a vantagem. Com a lesão de Léo Vieira, João Paulo foi acionado às pressas e, já nos acréscimos da etapa inicial, se posicionou mal no lance que originou o empate do Coritiba. Minutos depois, espalmou para o meio da área uma bola simples, permitindo a virada dos donos da casa.
O tropeço mantém o time baiano próximo da zona de rebaixamento do Brasileirão, segundo a tabela divulgada pela Confederação Brasileira de Futebol, e amplia a sensação de instabilidade vivida nas últimas rodadas.
“Eu acho que são duas situações atípicas. Ele entrou em meio a dois jogos e eu repito aqui: é sempre muito difícil. Ele entrou sempre no fim do primeiro tempo, né? Hoje, faltava acho que um minuto para acabar, e contra o Remo faltava um pouquinho mais do que isso. E eu posso dizer, por experiência como goleiro, que é sempre mais difícil. Eu acho que ele começando o jogo, iniciando o jogo, fazendo o seu aquecimento com o time completo, isso pode favorecer muito a ele. E não, eu acho que foram erros coletivos. Não vou, não tem como crucificar um jogador que entra em meio jogo, à noite, em campo rápido, difícil, molhado. Nós temos que seguir”.
Na análise de Rogério Ceni, o contexto de entrada em campo — sem aquecimento adequado e em gramado molhado — pesou contra o goleiro. O técnico insistiu em dividir a responsabilidade com o restante da equipe, tentando estancar a crescente pressão interna.
Ceni reforça apoio: elenco precisa “abraçar” o goleiro
Ainda na zona mista, o comandante tricolor reforçou a importância do grupo proteger o camisa 1, que soma sete gols sofridos em apenas 72 minutos distribuídos entre a derrota para o Remo, na Copa do Brasil, e o revés no Couto Pereira.
“Ele não pode se abater e cada um tem que dar a força necessária para ajudar também o cara. Todo mundo precisa ajudar dentro do campo. Eu falo não só com palavras, mas dentro do campo. Todo mundo tem que se ajudar nesse momento. É um momento de dificuldade, sim”.
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A fala de Ceni deixa claro que o ambiente no vestiário será determinante para recuperar a confiança de João Paulo ou definir se a comissão técnica buscará alternativa imediata para o próximo compromisso.
Análise: temporada já cobra resposta rápida
Os fatos apontam para um dilema comum em campanhas de risco: assumir o erro individual ou preservar o atleta para manter coesão do elenco. Ao optar pela segunda via, Ceni sinaliza que o Bahia precisa de união para atravessar a pior série sem vitórias da temporada, mas também coloca sua própria estratégia sob escrutínio da torcida.
Se a defesa não apresentar melhora imediata, a discussão sobre mudanças definitivas no gol — e até no esquema de jogo — deve ganhar força, alimentando o clima de cobrança que se intensifica a cada rodada.
O que você acha? O Bahia deve manter João Paulo entre os titulares ou buscar alternativa urgente? Para acompanhar mais análises do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

