Seleção Colombiana — A lista final divulgada pelo técnico Néstor Lorenzo para a Copa do Mundo revelou cortes de peso e mudou o panorama de vários clubes do Brasileirão que contavam com seus estrangeiros no torneio.
- Em resumo: Kevin Viveros, artilheiro do campeonato nacional, ficou fora dos 26 convocados.
- Outros oito atletas que atuam no Brasil também perderam a viagem, enquanto quatro nomes foram mantidos.
Lista final de Lorenzo sacrifica destaques do Brasil
A pré-lista enviada pela Colômbia à FIFA continha 13 jogadores que militam no futebol brasileiro, mas apenas quatro sobreviveram ao corte derradeiro: Juan Portilla (Athletico-PR), Carrascal (Flamengo), Jhon Arias (Palmeiras) e Andrés Gómez (Vasco).
A decisão foi oficializada depois que a federação encaminhou a relação definitiva à entidade máxima do futebol. Segundo o regulamento disponível no site da FIFA, cada seleção tinha prazo até a meia-noite para reduzir o grupo a 26 atletas.
Portilla, Arias, Carrascal e Gómez terão a missão de representar o país, mas a surpresa veio com os cortes de nomes consagrados e decisivos em seus clubes.
Artilheiro e experientes ficam sem passaporte para o Mundial
Entre as nove baixas, a que mais repercutiu foi a de Kevin Viveros. O centroavante do Athletico-PR lidera a tabela de artilheiros do Brasileirão, com 10 gols, e travava disputa direta com Rafael Borré (Internacional) por uma das vagas ofensivas.
A aposta de Lorenzo, porém, foi por uma via alternativa: Cucho Hernández, atacante do Real Betis, ganhou o espaço que parecia destinado a Viveros ou Borré. O corte do atleta colorado também pegou torcida e imprensa de surpresa, já que o jogador possui histórico de convocações e rodagem em competições continentais.
Completam a lista de excluídos Carbonero (Internacional), Cuesta (Vasco), Jordan Barrera (Botafogo), Sebastián Gómez, Rojas (Vasco), Stiven Mendoza (Athletico-PR) e Neiser Villarreal (Cruzeiro). Para clubes brasileiros, a ausência dos nove significa manter peças importantes na briga por títulos nacionais e continentais, mas fere a vitrine esportiva dos atletas, que perderão a chance de disputar o evento de seleções mais relevante do planeta.
Análise: critério técnico ou aposta de risco?
A decisão de levar apenas quatro representantes do futebol brasileiro indica uma preferência por nomes que já convivem com Lorenzo na seleção nacional ou que atuam em ligas europeias consideradas mais competitivas. No caso de Viveros, pesa a ausência de minutos com a camisa cafetera, fator mencionado no ambiente interno da federação para justificar o corte.
Ao privilegiar Cucho Hernández, o treinador demonstra buscar repertório tático diferente: o atacante do Betis se movimenta mais pelos lados, ao passo que Viveros e Borré são referências centrais. O sucesso ou fracasso da aposta ditará o grau de contestação à comissão técnica durante o Mundial.
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