Fluminense — A permanência do técnico Luis Zubeldía virou tema urgente nas Laranjeiras, onde a diretoria já faz contas sobre quanto custaria romper o contrato do argentino antes do fim da temporada.
- Em resumo: rescisão imediata custaria cerca de R$ 7 milhões aos cofres tricolores.
- Mesmo classificado na Libertadores, desempenho recente intensificou a pressão interna.
Custo milionário entra na mesa da diretoria
De acordo com apuração do jornalista Paulo Brito, o clube teria de bancar todos os salários previstos até dezembro, totalizando algo próximo a R$ 7 milhões, se a ruptura ocorrer ainda neste mês. O valor, hoje, é discutido em reuniões que colocam no mesmo peso finanças e resultados esportivos.
Internamente, dirigentes reconhecem que o futebol apresentado abaixo do esperado alimenta o debate. A classificação antecipada na fase de grupos da Libertadores aliviou a pressão momentânea, mas não apagou a insatisfação com atuações consideradas pouco convincentes.
Pausa da Copa anima busca por novo técnico
O presidente Mário Bittencourt e sua cúpula avaliam que a paralisação para a Copa do Mundo, que começará na próxima semana, oferece janela rara para ajustes. Sem partidas oficiais até julho, um eventual novo comandante teria tempo para mini-pré-temporada e poderia implementar conceitos antes do retorno do calendário nacional.
Nesse contexto, o confronto contra o La Guaira, marcado para quarta-feira (27), às 21h30, no Maracanã, passou a ser visto como teste decisivo de confiança. Uma atuação aquém pode reforçar o coro pela mudança, mesmo que a equipe já esteja garantida no mata-mata continental.
Análise: risco esportivo versus impacto financeiro
O dilema tricolor expõe a clássica tensão entre urgência por resultados e equilíbrio das contas. Ao optar pela permanência, a diretoria evita um desembolso imediato de R$ 7 milhões, mas corre o risco de prolongar um ambiente de desconfiança que pode custar caro em eliminações futuras. Já a troca agora implicaria gasto elevado, porém acompanhada de um período raro para ajustes táticos sem pressão de jogos sequenciais.
Fatores externos também pesam: a escassez de técnicos renomados disponíveis e a concorrência de outros clubes podem inflacionar o mercado durante a pausa, encarecendo ainda mais a operação. A decisão, portanto, vai além da folha de pagamentos e toca diretamente o planejamento esportivo para a reta final do ano.
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