Vasco — A goleada por 3 a 0 diante do Red Bull Bragantino, em São Januário, no último domingo (24 de maio de 2026), ganhou contornos ainda mais graves quando Renato Gaúcho preferiu não dar explicações na entrevista coletiva.
- Em resumo: Silêncio do treinador irrita torcida e expõe crise interna.
- Thiago Mendes e a diretoria assumem responsabilidades e descartam saída de Renato.
Thiago Mendes lamenta silêncio do treinador
Coube ao volante Thiago Mendes encarar os microfones após a derrota. O jogador reconheceu o peso do resultado e indicou que a decisão de Renato pegou até o elenco de surpresa. Em meio às críticas das arquibancadas, o atleta reforçou que a culpa não deve recair apenas sobre o técnico, conforme já destacou a confederação que organiza o Brasileirão.
Ele também pontuou que, apesar do revés, o grupo precisa encontrar respostas em campo antes de cobrar postura da comissão.
“Não vi quando ele abandonou, mas o auxiliar tem o direito de estar ali. É um trabalho deles, da comissão. A torcida cobrou bastante, chamou ele de covarde. Mas quem entra em campo somos nós”.
A fala mostrou como o elenco tenta blindar o comandante, ao mesmo tempo em que reconhece a pressão externa.
“Hoje infelizmente aconteceu isso, 3 a 0, resultado péssimo para nós. Saio chateado. Nós sabemos da responsabilidade que temos dentro de campo”.
O desabafo reforça a frustração do grupo e a necessidade de reação imediata para impedir que a crise se aprofunde.
Diretoria banca permanência de Renato
Ao lado do camisa 23, o diretor de futebol Admar Lopes descartou qualquer mudança no comando técnico. Segundo ele, a entrevista sem Renato foi um gesto do departamento para absorver a pressão e evitar que o treinador acumulasse ainda mais cobranças.
“Nós quisemos assumir a responsabilidade e não deixamos o Renato vir para a coletiva […] O Renato ficou muito sentido com as críticas. Houve muita conversa, mas o Renato não pediu demissão. Não está na mesa a possibilidade de ele sair. Houve uma conversa muito aberta, de homens, e fizemos esse gesto para mostrar que estamos com ele. Assumimos as nossas responsabilidades e a culpa nunca é só de uma pessoa”.
Apesar da garantia pública, o silêncio pós-jogo alimentou especulações sobre o desgaste na relação entre treinador, elenco e torcedores.
Análise: gestão de crises e comunicação
A ausência de Renato Gaúcho em um momento delicado reforça como a comunicação pós-derrota pode definir a temperatura da crise. Ao deixar dirigentes e jogadores na linha de frente, o clube tentou proteger o técnico, mas acabou transmitindo a ideia de fuga das responsabilidades — percepção que frequentemente acelera a pressão externa em clubes de massa.
Para conter danos, o Vasco precisará alinhar discurso interno e resultados em campo. Caso contrário, a estratégia de blindagem corre o risco de agravar o distanciamento entre torcida e comissão técnica.
O que você acha? Renato deveria ter falado após a goleada ou a diretoria agiu certo ao poupá-lo? Para acompanhar mais sobre o Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

