Remo — A tarde que começou em clima de festa no Mangueirão terminou em frustração para a torcida azulina. Um gol relâmpago seguido de um gesto obsceno que resultou em expulsão direta transformou a partida contra o Athletico-PR, válida pela 17ª rodada do Brasileirão, em roteiro dramático para o time paraense.
- Em resumo: Jajá marcou, provocou o adversário e foi expulso, abrindo caminho para a virada atleticana.
- Colombiano Kevin Viveros anotou dois gols e manteve o Furacão no G-4.
Vermelho a partir do VAR muda o jogo no Mangueirão
Aos 14 minutos, Jajá finalizou de primeira e incendiou o estádio, dando ao Remo a vantagem de 1 a 0. O cenário parecia perfeito para que a equipe respirasse na luta contra o rebaixamento. Contudo, tudo mudou nos acréscimos do primeiro tempo, quando o atacante retribuiu uma provocação do lateral Gastón Benavídez com um gesto obsceno — ato imediatamente revisto pelo árbitro Rodrigo José Pereira de Lima após recomendação do VAR.
Com o auxílio da tecnologia prevista no protocolo da CBF, o juiz aplicou o cartão vermelho direto. A decisão gerou protestos em campo e nas arquibancadas, mas foi mantida, deixando o Leão com um jogador a menos durante toda a etapa final.
Viveros comanda a reação e garante três pontos ao Furacão
Com superioridade numérica, o Athletico-PR adiantou suas linhas e passou a empurrar o Remo para o próprio campo. O desgaste físico do time paraense ficou evidente e, logo após o intervalo, Kevin Viveros igualou o placar. O colombiano, em noite inspirada, voltou a balançar as redes na metade final do segundo tempo, decretando a virada por 2 a 1.
O resultado elevou o Furacão a 27 pontos, consolidando-o entre os quatro primeiros do campeonato. Já o Remo permaneceu com 15 pontos, ocupando a 19ª posição e reforçando o alerta ligando no Baenão para a sequência da temporada.
Análise: disciplina versus competitividade
A expulsão de Jajá recoloca em pauta a discussão sobre conduta dos atletas e o impacto das decisões do VAR na dinâmica de um jogo. A recomendação da cabine foi correta dentro da regra, mas expõe como um ato individual pode comprometer todo um planejamento coletivo. Para o Athletico-PR, a superioridade numérica ofereceu o cenário ideal para pressionar e converter domínio em gols, reforçando a eficiência do time em situações de vantagem.
No Remo, a lição é dura: a luta contra a zona de rebaixamento depende não só de intensidade, mas de controle emocional. Qualquer deslize — sobretudo em uma competição longa — pode custar caro na tabela.
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