Renan Lodi — Em noite de brilho individual na Neo Química Arena, o lateral-esquerdo foi a principal arma ofensiva do Atlético-MG, mas o time saiu derrotado pelo Corinthians por 1 x 0, resultado que mantém a equipe distante da parte de cima do Brasileirão.
- Em resumo: Lodi concentrou metade das finalizações atleticanas e obrigou o rival a reforçar a marcação.
- Mesmo com a pressão pelo lado esquerdo, o Corinthians administrou a vantagem mínima até o fim.
Lateral vira válvula de escape no ataque
A liberdade para avançar transformou o camisa 6 no principal ponto de desequilíbrio do Galo. Dos seis chutes mineiros no primeiro tempo, três saíram dos pés de Lodi, que testou o goleiro logo aos 16 e 17 minutos e quase marcou em bomba de longa distância aos 28. A movimentação constante com Tomás Cuello esticou o campo, obrigando Matheuzinho a recuar para auxiliar na marcação, conforme apontou o relatório da Confederação Brasileira de Futebol.
Além da ousadia ofensiva, o lateral foi vital para manter o time instalado no campo rival. Ele sofreu faltas em momentos de pressão, segurou a posse e alternou posicionamentos — aberto na linha lateral ou infiltrando por dentro — para confundir a defesa corintiana.
“Renan Lodi é o melhor lateral do Brasil”
A frase ganhou corpo nas redes sociais enquanto a partida acontecia, refletindo o reconhecimento imediato da torcida pela atuação dominante do jogador.
Ajustes do Corinthians não anulam ameaça
O intervalo trouxe mudanças do técnico adversário: mais intensidade no combate pelo setor e a entrada de Kaio César para fechar o corredor. Ainda assim, Lodi manteve a produção, colecionando ultrapassagens que terminaram em cruzamentos perigosos e novos escanteios para o Galo. Mesmo sem participação direta no gol que decidiu o jogo, o lateral foi o único atleta atleticano elogiado publicamente pelo treinador Eduardo Domínguez após o apito final.
“O único que salva é o Lodi”
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O sentimento de frustração dos torcedores — presente em posts, fóruns e grupos de mensagens — mostra como a dependência do Atlético-MG em relação à boa jornada do lateral ficou explícita no duelo em Itaquera.
Análise: dependência exposta
A partida sublinha uma questão estrutural no desenho ofensivo de Domínguez: o time encontra sua saída de bola e profundidade quase exclusivamente pelo flanco esquerdo. Quando Lodi funciona, o Galo cria; quando é contido, as alternativas minguam. A estatística de três finalizações do lateral em apenas 12 minutos ilustra essa concentração.
Com adversários atentos a essa dinâmica, o planejamento alvinegro precisará distribuir responsabilidades para não facilitar a leitura tática dos rivais nas próximas rodadas do Campeonato Brasileiro.
No cenário nacional, o Atlético-MG alterna boas atuações individuais com resultados irregulares. O revés em São Paulo manteve aceso o debate interno sobre ajustes de meio de temporada — tema que já vinha sendo discutido após outras apresentações descritas recentemente em nossa editoria de Brasileirão.
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