São Paulo — Diante de mais de 50 mil torcedores no Morumbis, o Tricolor abriu o placar cedo, mas voltou a ceder o resultado e apenas empatou com o Botafogo por 1 a 1, ampliando para oito jogos a sequência sem vitórias.
- Em resumo: tropeço eleva a pressão às vésperas da decisão pela Sul-Americana.
- Volante Pablo Maia reconhece frustração e cobra reação imediata.
Sequência negativa acende alerta no Morumbis
Luciano aproveitou sobra dentro da área e inaugurou o marcador ainda nos minutos iniciais, mas Barrera respondeu de longa distância na etapa final, esfriando a festa da torcida. O resultado manteve o São Paulo estagnado no meio da tabela do Brasileirão e, pior, evidenciou a dificuldade do time em sustentar vantagem mesmo atuando em casa.
A instabilidade preocupa porque o elenco já convive com cobranças internas e externas. A cada rodada que passa sem triunfo, cresce o risco de o ambiente ficar ainda mais pesado durante a paralisação do calendário nacional. Segundo o regulamento da competição, as próximas semanas serão decisivas para quem pretende brigar na parte de cima.
“Muito triste, amargo, por tomar um gol no fim do jogo. Agora a gente não pode apontar erros, é abaixar a cabeça, ver o que tem para melhorar, para nos últimos dois jogos buscar a vitória. Precisamos vencer de qualquer jeito na Sul-Americana, e pontuar no Brasileiro, que faz tempo que a gente não pontua”,
A fala de Pablo Maia traduz o sentimento de urgência que tomou conta do vestiário. O volante evitou apontar culpados, mas ressaltou que a equipe já não tem margem para novos deslizes.
Sul-Americana vira tábua de salvação
Apesar da fase turbulenta, o cenário continental ainda sorri para os paulistas. Bastará uma vitória sobre o Boston River, na última rodada da fase de grupos, para garantir a liderança da chave e escapar da repescagem contra adversários oriundos da Libertadores, conforme prevê o regulamento disponível no site da CONMEBOL.
A possibilidade de avançar direto às oitavas é vista como oportunidade de ouro para aliviar a pressão. Caso o objetivo seja atingido, o clube terá tempo adicional para ajustar problemas defensivos — sobretudo as falhas de concentração nos minutos finais — antes de retomar o Brasileirão contra o Remo, fora de casa.
Análise: necessidade de reação antes da pausa
O padrão se repete: intensidade alta no início, queda física e mental na metade final. A estatística de oito partidas sem vitória é reflexo dessa oscilação e aciona o alerta em um momento no qual cada ponto faz diferença. A iminência da parada para a Copa do Mundo amplia o peso dos próximos 180 minutos, pois o intervalo pode cristalizar confiança ou ampliar incertezas.
Classificar-se em primeiro na Sul-Americana daria alívio financeiro, turbinaria moral do elenco e permitiria planejar melhor a janela de transferências. Em contrapartida, um tropeço pode empurrar o São Paulo para um mata-mata precoce e desgastante, comprometendo o fôlego nos torneios nacionais.
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