Gilberto Silva descarta Brasil e aponta França e Argentina

Seleção Brasileira — Em declaração que agitou o noticiário esportivo, o ex-volante Gilberto Silva afirmou que o Brasil não chega à Copa do Mundo de 2026 como principal candidato ao troféu, opinião que ele sustenta ao colocar França e Argentina acima na hierarquia do torneio.

  • Em resumo: Pentacampeão vê franceses e argentinos liderando a corrida pelo título.
  • Ex-jogador reforça que trabalhar fora dos holofotes pode beneficiar a Seleção.

Favoritismo nas palavras de Gilberto Silva

Questionado sobre quem deve erguer a taça, o campeão mundial de 2002 apontou duas seleções que, na visão dele, vivem momento técnico superior. Para o ex-atleta, tanto a última campeã Argentina quanto a consistente França chegam mais fortes que o Brasil, cenário que deixa a equipe verde-amarela em posição de “azarão” na disputa. Segundo Gilberto, o histórico recente das duas potências e a qualidade de elenco justificam o status elevado, análise alinhada ao panorama traçado pela entidade máxima do futebol mundial.

“O Brasil não é o favorito. Tem outros favoritos na minha opinião. Argentina, atual campeã, França, que tem feito bons anos e que vive um momento melhor. O fato de estar em um momento melhor não quer dizer que vencerá a Copa do Mundo”.

Ao realçar o desempenho consolidado dos rivais, o ex-volante acrescenta pressão indireta sobre os europeus e sul-americanos do Sul: quem parte como favorito também carrega a obrigação de corresponder em campo.

Lição de 2006 e trabalho silencioso

Melhores apps para assistir futebol ao vivo

Gilberto relembrou o Mundial de 2006, quando o Brasil chegou badalado pelo tetracampeonato, mas caiu nas quartas de final. A lembrança serve de alerta para a atual geração, que, segundo ele, pode transformar a ausência de favoritismo em combustível para ajustes táticos e mentais antes da estreia diante do Marrocos em 13 de junho.

“Tivemos a experiência em 2006, em que chegamos com a ‘vantagem’ de sermos favoritos para a Copa e paramos nas quartas. O Brasil não chega como favorito. É uma oportunidade para eles trabalharem em silêncio, fazer os ajustes e, quando começarem os jogos, a gente verá quem está mais disposto”.

O recado do pentacampeão evidencia a importância de construir uma identidade coletiva sólida longe dos holofotes, algo que a comissão técnica quer consolidar nos compromissos preparatórios.

Agenda de amistosos antes do Mundial

A Seleção terá dois testes derradeiros para afinar o entrosamento: enfrenta o Panamá no domingo, 31, e encara o Egito na semana seguinte. Serão as últimas chances de observar padrões de jogo, definir hierarquia entre titulares e reservas e medir a resposta física dos convocados antes do embarque para a sede da Copa.

No cenário global, França, Argentina, Portugal, Inglaterra e Espanha também ajustam seus plantéis, mas Gilberto Silva vê margem para que o Brasil surpreenda se alcançar consistência e disciplina tática. O caminho, no entanto, passa por transformar desconfiança em motivação competitiva.

Internamente, a CBF planeja logística, centros de treinamento e amistosos fechados para proteger o grupo de distrações externas e replicar ambiente semelhante ao do Mundial. Estratégia parecida deu resultado em campanhas vitoriosas do passado, e a entidade espera repetição do êxito, como já detalhado em nossa editoria especializada na Seleção Brasileira.

O que você acha? A ausência de favoritismo pode impulsionar ou frear o Brasil na Copa? Para acompanhar todas as atualizações do Mundial, acesse nossa cobertura completa.


Julia Caroline começou a escrever sobre futebol ainda na escola, quando comentava jogos e dividia opiniões em blogs e redes sociais. O interesse virou rotina, e ela passou a acompanhar partidas diariamente, sempre atenta aos detalhes que fazem diferença para o torcedor. Hoje, na Tribuna Futebol, escreve sobre jogos do dia, horários, escalações e onde assistir, com uma linguagem direta e fácil de acompanhar. Torcedora do Flamengo, raramente perde uma rodada importante do futebol brasileiro.