Flamengo — O embate em torno do calendário nacional ganhou novo capítulo após o jornalista Paulo Vinícius Coelho, o PVC, ironizar a queixa de dirigentes rubro-negros e palmeirenses contra o cronograma aprovado pela própria elite do futebol brasileiro.
- Em resumo: PVC aponta incoerência de clubes que assinaram mudanças sem checar detalhes.
- Encerramento do Brasileirão ocorrerá a apenas 11 dias do pontapé inicial da Copa do Mundo de 2026.
Dirigentes aprovam e depois protestam
O calendário que agora incomoda Flamengo e Palmeiras foi validado durante reuniões formais na sede da Confederação Brasileira de Futebol. Clubes e federações aceitaram as datas, mas, semanas depois, passaram a pressionar por ajustes.
Segundo PVC, o ponto crítico não é apenas o curto intervalo até a Copa: contratos de televisão, amistosos da Seleção e até bônus por acesso à Série A podem ser afetados.
“Não leu, o pau comeu!”
A frase cortante expõe, na visão do jornalista, a falta de atenção de cartolas que votaram favoravelmente sem mensurar impacto comercial, esportivo e logístico.
Risco físico e financeiro em 2026
A temporada projetada termina onze dias antes do Mundial, tempo considerado mínimo para recuperação de atletas que podem defender a Seleção. Clubes temem queda de rendimento no Brasileirão e nas competições continentais caso o desgaste não seja administrado.
Além do aspecto físico, PVC alertou para cláusulas que envolvem pagamento extra à Globo se equipes da Libra subirem de divisão. O detalhe, ignorado na assembleia, pode alterar receitas e distribuir cotas de maneira inesperada.
Análise: impasse do calendário
A controvérsia revela a dificuldade histórica de conciliar interesses esportivos, televisivos e de seleção em ano de Copa. Ao aprovarem o cronograma, dirigentes sinalizaram prioridade ao fluxo de caixa imediato. Agora, o temor de prejuízos técnicos faz a balança pender para a revisão.
Com o planejamento de 2026 praticamente fechado, qualquer mudança dependerá de consenso raro entre CBF, emissoras e clubes. A pressão tardia aumenta o custo político de recuar, mas a proximidade do Mundial oferece argumento forte em defesa dos atletas.
O que você acha? A CBF deve reabrir o debate ou manter o calendário como está? Para acompanhar mais análises sobre o Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

