SANTOS — Vivendo pressão crescente no Campeonato Brasileiro, o Peixe encara o Grêmio, em Porto Alegre, como a partida-chave para afastar de vez o fantasma do rebaixamento.
- Em resumo: elenco santista define o duelo na Arena do Grêmio como “o jogo da vida”.
- Lesões de Neymar, Rollheiser e suspensão de Barreal complicam a escalação de Cuca.
Crise na tabela empurra Peixe ao limite
Com 18 pontos na 16ª colocação, o Santos tem a mesma pontuação do primeiro time dentro da zona de rebaixamento. Essa proximidade tornou a 17ª rodada um divisor de águas, como mostram os números oficiais disponíveis na confederação que organiza o Brasileirão.
O empate recente na Copa Sul-Americana não trouxe alívio. Pelo contrário: expôs desgaste físico e ampliou a cobrança da torcida. A comissão técnica admite que o grupo ainda não encontrou regularidade nem eficiência ofensiva fora da Vila Belmiro.
“Vai ser um jogo complicado, mas vai ser o jogo da nossa vida. Tem que dar a vida e o grupo está se cobrando bastante”.
A frase de Gustavo Henrique pós-Sul-Americana resume o sentimento interno. O volante, que deixou o gramado com dores musculares, garantiu estar apto a jogar e virou referência na tentativa de blindar o elenco das críticas externas.
Escalação desfalcada pressiona alternativas de Cuca
A lista de ausências pesa: Neymar segue tratamento de edema na panturrilha direita, Rollheiser não viajou por problema muscular e Barreal cumpre suspensão. Sem o trio, a comissão aposta em velocidade pelos lados com Rony ao lado de Gabigol.
A formação provável ganhou contornos emergenciais: Gabriel Brazão; Igor Vinicius, Adonís Frías, Lucas Veríssimo, Escobar; Willian Arão, Gustavo Henrique, Gabriel Bontempo; Miguelito, Rony e Gabigol. A ideia é proteger a defesa, hoje entre as mais vazadas em jogos como visitante, e explorar contragolpes rápidos.
Análise: duelo que pode redefinir a temporada
Transformar uma rodada comum em ponto de virada é estratégia conhecida de vestiário, mas o contexto santista adiciona peso real à narrativa. A partida em Porto Alegre reúne tensão de tabela, liderança questionada e desfalques em posições-chave — combinação que costuma indicar “efeito cascata” caso o resultado seja negativo.
Se o Santos responder competitivamente, ganha fôlego para acertar processos internos e recuperar lesionados. Caso contrário, a tendência é de pressão dobrada em jogos seguintes, colocando à prova inclusive a permanência de Cuca.
O que você acha? O Santos consegue superar a lista de desfalques e escapar da zona de perigo contra o Grêmio? Para acompanhar mais análises do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

