Flamengo — A novela sobre o adiamento da 18ª rodada do Brasileirão ganhou novo capítulo depois de a CBF divulgar nota rebatendo as queixas rubro-negras sobre falta de isonomia.
- Em resumo: CBF diz que o calendário 2026 foi aprovado por todos os clubes em dezembro.
- Entidade afirma que a solicitação flamenguista privilegiaria apenas o próprio time.
Calendário foi sacramentado antes mesmo do Mundial
A confederação recordou que, ainda em dezembro de 2025, os 20 clubes da elite endossaram por unanimidade cada data do futebol brasileiro de 2026, inclusive a paralisação para a Copa do Mundo. O documento teria passado pelo Conselho Técnico, instância em que presidentes e executivos votam sem imposição da entidade.
Nesse contexto, a CBF menciona que a agenda oficial publicada pela Fifa já detalhava, desde maio de 2025, o período de liberação dos atletas convocados, permitindo planejamento prévio das diretorias.
“O calendário do futebol brasileiro de 2026 foi apresentado, debatido e aprovado por todos os clubes da Série A, de forma unânime, em dezembro de 2025”
A declaração, reproduzida integralmente na nota, serve como resposta direta ao argumento do Flamengo de que a tabela causaria desequilíbrio competitivo. Ao sublinhar a unanimidade da votação, a confederação transfere a responsabilidade pelas datas aos próprios participantes.
Por que o pedido do Fla foi arquivado
O Flamengo tem quatro jogadores chamados por Carlo Ancelotti para defender a Seleção Brasileira. Eles devem se apresentar à Granja Comary em 27 de maio, três dias antes do duelo contra o Coritiba, no Maracanã, válido pela 18ª rodada. Temendo perda esportiva, o clube requereu mudança do jogo para depois do Mundial.
Segundo a entidade, contudo, a solicitação chegou somente após a eliminação rubro-negra na Copa do Brasil, e pretendia utilizar precisamente uma data originalmente reservada ao mata-mata nacional para remarcar a partida.
“Tal pedido foi rejeitado, pois atenderia apenas aos interesses de um clube atingido pelas convocações: o próprio Flamengo”
A frase ilustra o cerne da negativa: evitar que 19 equipes mantenham a agenda enquanto uma obtenha exceção. A confederação reforçou a ideia de que qualquer alteração isolada quebraria a igualdade de condições firmada previamente.
Análise: isonomia ou rigidez excessiva?
A disputa escancara um dilema recorrente no calendário brasileiro. De um lado, clubes como o Flamengo reivindicam ajustes pontuais em anos de Copa para reduzir danos técnicos causados por convocações. De outro, a CBF sustenta que flexibilizar datas após aprovação coletiva abre precedente para uma cascata de remarcações que inviabilizaria a temporada.
Nesse embate, a entidade ainda acena com apoio à futura liga independente, mas condiciona a iniciativa ao respeito irrestrito às regras definidas antes do pontapé inicial. O recado indica que, qualquer que seja o organizador, o compromisso coletivo precisa prevalecer sobre reclamações individuais posteriores.
O que você acha? A CBF agiu corretamente ao manter a rodada ou deveria abrir exceção para clubes desfalcados? Para acompanhar mais notícias do Campeonato Brasileiro, acesse nossa cobertura completa.

