Suárez, Foden e Benzema cortados: as ausências que chocam a Copa 2026

Copa do Mundo de 2026 — A divulgação das listas finais das seleções expôs um dado inesperado: mesmo com o torneio ampliado para 48 participantes, vários craques de elite não vão pisar nos gramados do maior Mundial da história.

  • Em resumo: Foden, Suárez, Benzema e outros medalhões foram preteridos em convocações de última hora.
  • A decisão chamou atenção porque alguns dos cortados vivem grande fase em seus clubes.

Lista inglesa surpreende ao cortar talentos

A Federação Inglesa apresentou sua convocação na última sexta-feira e, para espanto geral, nomes badalados como Phil Foden, Cole Palmer, Alexander Trent-Arnold e Harry Maguire ficaram de fora. A justificativa oficial aponta questões táticas e adaptação ao estilo de jogo projetado para a competição. A exclusão de dois jovens em ascensão, Foden e Palmer, acrescenta um elemento de risco para quem sonha em ver a Inglaterra repetir 1966, como destaca a página oficial da FIFA.

Apesar do elenco inglês ainda ser considerado um dos mais fortes do Mundial, a ausência de suas promessas ofensivas levanta dúvidas sobre criatividade no terço final. A leitura predominante é que o técnico optou por jogadores mais versáteis defensivamente, mesmo que isso custe brilho individual.

“É normal alguns nomes de grande destaque ficarem fora da Copa do Mundo, mas as ausências de Cole Palmer, Phil Foden e Camavinga surpreenderam e certamente devem ter incomodado vários torcedores. No Brasil, a principal surpresa foi João Pedro, mas não dá para dizer que é um nome que fará muita falta.”

A frase resume bem o clima de decepção que ganha força nas redes: torcedores entendem que cortes são inevitáveis, porém questionam a escolha de atletas em alta performance que poderiam mudar partidas decisivas.

França, Uruguai e Brasil repetem o roteiro de cortes de peso

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Se a Inglaterra mexeu no órgão vital de sua renovação, outras potências não ficaram atrás. No Uruguai, Luis Suárez sequer apareceu na pré-lista, encerrando qualquer chance de reeditar façanhas históricas em mundiais. Já a badalada França optou por abrir mão de Griezmann, Camavinga, Benzema e Giroud, quatro nomes que estiveram envolvidos em campanhas recentes de sucesso.

No Brasil, o choque maior ficou por conta de Andrey Santos e João Pedro, ausências atribuídas a decisão puramente técnica. Embora o país não sofra com falta de talentos de meio-campo e ataque, a exclusão de dois atletas em ascensão sinaliza mudança geracional mais lenta do que parte da torcida desejava.

A lista de desfalques cresce quando se observam seleções que não conseguiram vaga: Robert Lewandowski (Polônia), Khvicha Kvaratskhelia (Geórgia) e Dominik Szoboszlai (Hungria) assistirão à competição pela TV. O mesmo vale para diversos italianos — Donnarumma, Tonali, Barella e Jorginho — preteridos pela simples razão de a tetracampeã Itália não ter passado pelas Eliminatórias.

Problemas físicos também varreram talentos que, em circunstâncias normais, seriam titulares. É o caso de Xavi Simons, Ben White, Jack Grealish, Hugo Ekitike, Serge Gnabry, Takumi Minamino, Rodrygo, Éder Militão e da revelação Estevão, que perderão a Copa devido a lesões ou processos de recuperação prolongada.

Análise: o efeito dominó das escolhas técnicas

As decisões de última hora evidenciam um dilema recorrente em Mundiais: balancear talento individual e coesão coletiva. Técnicos tendem a privilegiar peças que executam funções específicas em detrimento de estrelas que exigem protagonismo ou mudariam a estrutura tática. A expansão para 48 seleções não mitigou o problema; ao contrário, criou mais jogos e minutos, pressionando comissões a optarem por jogadores fisicamente íntegros e taticamente disciplinados.

O resultado é um torneio que chega repleto de surpresas antes mesmo do apito inicial. Se por um lado o torcedor perde grandes atuações individuais, por outro ganha a curiosidade de descobrir quem assumirá o posto de herói improvável — narrativa que costuma marcar a história das Copas.

O que você acha? Alguma dessas ausências muda seu favoritismo para o título? Para acompanhar tudo sobre o Mundial, acesse nossa cobertura completa.


Paulo dos Santos acompanha futebol desde criança, hábito que começou assistindo aos jogos com a família e se manteve ao longo dos anos. Com o tempo, passou a escrever sobre partidas, analisando escalações, desempenho dos times e os principais momentos de cada rodada. Na Tribuna Futebol, produz conteúdos sobre jogos nacionais e internacionais, sempre buscando explicar o que aconteceu em campo de forma simples e objetiva para o leitor.