Flamengo — A diretoria rubro-negra esfriou qualquer chance de ver Everton Cebolinha vestido de tricolor neste meio de temporada ao rechaçar a proposta de baixo custo consultada pelo São Paulo, apesar de o atacante ter contrato somente até dezembro.
- Em resumo: Mengão recusa negociar Cebolinha por valores reduzidos.
- Conversas estagnam e clube paulista já trata a operação como praticamente inviável.
São Paulo esbarra em postura rígida do Flamengo
Segundo o jornalista Valentin Furlan, o São Paulo buscou entender as condições para levar Everton Cebolinha. A resposta vinda do Rio foi direta: não há espaço para barganhas. A cúpula rubro-negra sustentou que, mesmo a poucos meses do fim do vínculo, só abrirá mão do camisa 11 se receber uma compensação que reflita seu valor de mercado.
Esse posicionamento mostra que o Flamengo pretende evitar o cenário de “perder” um ativo importante sem retorno financeiro ou esportivo. A estratégia segue alinhada à orientação de mercado adotada pela maioria dos clubes da Série A, reconhecida pela Confederação Brasileira de Futebol, que recomenda prudência na gestão de ativos em fim de contrato.
Com a recusa, as tratativas não avançaram e, nos bastidores, o negócio já é visto como improvável por ambas as diretorias.
Cebolinha continua peça valiosa no ataque
Mesmo convivendo com oscilações, o atacante disputou 20 partidas em 2026, marcou três gols e distribuiu uma assistência. Números modestos, mas suficientes para manter a confiança da comissão técnica, que o classifica como alternativa importante nas rotações ofensivas.
Internamente, o argumento é simples: liberar Cebolinha sem contrapartida adequada seria abrir um vazio técnico no elenco em plena disputa de Brasileirão e copas, especialmente quando o plantel já sofre com lesões e convocações.
Prova da importância do jogador é o cuidado com sua recente lesão no quadril. O clube preferiu poupá-lo contra o Palmeiras neste sábado (23), às 21h, no Maracanã, para evitar agravamento e contar com ele na sequência decisiva da temporada.
Análise: estratégia de risco calculado
A decisão do Flamengo demonstra um cálculo entre receita imediata e competitividade. Segurar Cebolinha até dezembro pode significar perdê-lo de graça, mas garante profundidade ao elenco em um calendário apertado. Já o São Paulo, que buscava uma solução de menor custo, precisará repensar opções no mercado ou aguardar a virada do contrato para negociar diretamente com o atleta.
O impasse evidenciou ainda o impacto da nova janela de transferências: com menos tempo para ajustes, cada clube endurece sua posição para não sair prejudicado, acirrando a disputa por peças de reposição de qualidade.
O que você acha? O Flamengo erra ao priorizar o retorno financeiro ou acerta ao manter um atacante útil até o fim da temporada? Para acompanhar mais notícias do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

