Seleção Brasileira — A poucas semanas da Copa do Mundo de 2026, a convocação de Alisson para o seu terceiro Mundial acendeu um debate inflamado: Fábio Sormani questionou publicamente o goleiro do Liverpool e defendeu que Fábio, do Fluminense, merecia a vaga.
- Em resumo: Sormani vê “falta de cabimento” na presença de Alisson após dois Mundiais sem brilho.
- Veterano Fábio, aos 45 anos, é apontado pelo comentarista como opção mais segura.
Crítica pública expõe debate sobre goleiro titular
A entrevista aconteceu no programa “Benja Me Mucho”, do jornalista Benjamin Back, e rapidamente viralizou nas redes. Sormani mirou diretamente no histórico do goleiro que defenderá a camisa 1 do Brasil em mais uma edição da Copa do Mundo, acusando falta de protagonismo em 2018 e 2022.
Para o comentarista, manter Alisson no elenco ignora desempenhos recentes no futebol nacional e deixa a meta brasileira vulnerável em eventuais decisões por pênaltis, etapa que, segundo ele, foi um calcanhar-de-Aquiles nas campanhas passadas.
“Não tem o menor cabimento o Alisson ser convocado. Esse cara já jogou duas Copas do Mundo e está indo para a terceira sem ter feito nada. Pelo contrário, toda bola chutada no gol entrou. E se for para os pênaltis, nós estamos f***, porque ele não pega pênalti. O Weverton também não pega”.
A fala reverberou porque contrasta com a imagem de solidez que Alisson construiu no Liverpool, onde é frequentemente elogiado pela imprensa europeia. Na ótica de Sormani, porém, o rendimento pelo clube inglês não se converteu em atuações decisivas quando a Seleção mais precisou.
Fábio volta aos holofotes
Ao apontar Fábio como solução, Sormani trouxe à tona um nome que, embora nunca tenha disputado um Mundial, ostenta carreira longeva e regular no Brasil. O goleiro do Fluminense, peça-chave na Libertadores de 2026 e idolatrado no Maracanã, surge como símbolo de meritocracia que muitos torcedores julgam ausente na lista final de convocados.
“Eu levaria tranquilamente o Fábio. Dane-se que o cara tem 45 anos”.
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O argumento apoia-se na forma atual do veterano, que mantém média de defesas altas na temporada e liderança reconhecida no vestiário tricolor. Para Sormani, idade não deveria ser critério eliminatório quando o objetivo é chegar ao título inédito desde 2002.
Análise: a meta brasileira em xeque
As declarações de Sormani ressaltam um dilema recorrente: a diferença entre performance em clubes europeus e entregas concretas pela Seleção. Alisson, embora consolidado internacionalmente, ainda não transferiu tal domínio para fases decisivas de Mundial, situação que alimenta cobranças por renovação — mesmo que essa “renovação” signifique apostar em um atleta de 45 anos com histórico de consistência no Brasil.
O debate também expõe a pressão sobre o técnico nacional, que precisará equilibrar confiança nos nomes experientes com o clamor popular por justiça esportiva. O primeiro teste será já na estreia diante de Marrocos, em 13 de junho, às 19h (horário de Brasília), quando cada intervenção do goleiro titular será analisada à lupa.
O que você acha? Na sua opinião, Alisson ainda merece ser o dono da camisa 1 ou Fábio deveria ganhar a sonhada chance? Para acompanhar mais análises sobre a Canarinho, acesse nossa cobertura completa.

