Atlético-MG — A reação do Galo depois de vencer o Cienciano por 2 a 0 na Copa Sul-Americana dominou o debate no Seleção SporTV, e Felipe Melo foi taxativo: o time estaria em patamar ainda mais alto se Hulk não tivesse se despedido.
- Em resumo: Para Felipe Melo, a permanência de Hulk faria o Atlético transformar a boa fase em goleadas.
- Ex-volante aponta mudança de postura como chave para sonhar com vaga na Libertadores.
Reação do Galo não dependeu da saída do ídolo
No programa transmitido pelo SporTV, o ex-volante analisou que a melhora recente não foi consequência direta da saída do atacante para o Fluminense. Ele defendeu que qualidade técnica e perfil competitivo de Hulk teriam potencializado o desempenho que já começa a saltar aos olhos. Para reforçar a tese, Melo comparou o placar contra o Cienciano: com o camisa 7 em campo, a diferença, segundo ele, poderia ter sido ainda mais elástica. Esse ponto de vista contraria a narrativa de que o Atlético precisaria abrir mão de um salário alto para ganhar leveza tática.
Além da leitura do comentarista, o resultado sobre o time peruano valeu oxigênio ao elenco e recolocou o clube em posição de confiança. Dados divulgados pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) mostram que a vitória manteve o Galo vivo na disputa pelo título continental.
“Se o Hulk estivesse nesse time, o time ia melhorar com o Hulk. De repente, o jogo de ontem teria sido três, quatro a zero. Porque o Hulk teria feito mais dois gols pela importância, pelo grande jogador que ele é – e o grande profissional que é. Por isso, se mantém sempre em alto nível, apesar de a idade estar chegando. Eu penso que ia o Atlético ia melhorar em algum momento”.
O peso da declaração recai sobre o que Hulk ainda entregaria: presença diária no CT, liderança no vestiário e, claro, gols. Para Melo, sem esse pacote, o time precisou encontrar rapidamente novas referências ofensivas.
Mudança de postura recoloca time na briga por Libertadores
Felipe Melo recordou a fase turbulenta em que o técnico Barba chegou a questionar o comprometimento do elenco. Segundo o ex-volante, a guinada recente passa por competitividade: agora os atletas “deixam tudo em campo” e combinam entrega com o talento já reconhecido do grupo. Esse ajuste mental, sustenta ele, pavimenta o caminho do Atlético no Campeonato Brasileiro, onde a equipe aparece em décimo, com 21 pontos.
“Depois da entrevista do Barba – ele inclusive pediu para ir embora -, era muito porque os jogadores não deixavam tudo dentro de campo como tem que ser. Hoje, os jogadores estão fazendo isso. (…) É questão de momento, da confiança. O Atlético passava por um momento ruim, de inconstância, de irregularidade, e mais do que isso: os jogadores não estavam, segundo o próprio treinador, fazendo o que deveria ser feito dentro de campo”.
A análise expõe como a autocrítica pública funcionou como alerta interno. A partir dela, o Galo recuperou fundamentos básicos, como marcação alta e transição rápida, aspectos visíveis nas últimas atuações.
Com moral renovada, o comentarista acredita que o Atlético pode “brigar por Libertadores” nas rodadas finais. O otimismo se apoia na sequência sem sofrer gols, fator que, para Melo, traz a tranquilidade necessária para evoluir o jogo coletivo.
O que você acha? A presença de Hulk faria o Galo decolar ainda mais ou o time encontrou nova identidade? Para acompanhar a reta final do Brasileirão, siga nossa cobertura completa.

