Coritiba — O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) rejeitou o recurso do Santos e manteve, de forma definitiva, a vitória paranaense por 3 a 0 na Neo Química Arena, consolidando o resultado de 17/05/2026 no Campeonato Brasileiro.
- Em resumo: Pedido santista de anulação foi negado por falta de provas contra a súmula.
- Auditor citou falha de arbitragem, mas concluiu que o erro não alterou o placar.
Súmula prevalece sobre polêmica da substituição
Durante a sessão desta sexta-feira (22), o auditor Marcelo Augusto Bellizze ressaltou que a súmula tem presunção de veracidade até que evidências robustas provem o contrário, tese que pesou na decisão. O Santos alegava troca incorreta: Neymar teria saído quando o alvo seria o lateral Gonzalo Escobar. Para Bellizze, o episódio não configurou influência direta no resultado, tampouco justificou anulação. Mais detalhes sobre regras e jurisprudência de partidas podem ser conferidos no site oficial da CBF.
O tribunal também observou que papeletas de substituição servem apenas como apoio operacional, não superando a versão registrada pelo árbitro.
“A súmula possui presunção de veracidade e precisa de provas contrárias para que essa presunção seja relativizada. Entendo que não é o caso em questão. Mesmo que confrontássemos a versão da súmula com a do Santos, não é possível concluir que a arbitragem decidiu pela substituição de Neymar, mas sim que acreditou que o clube pediu a substituição ou foi induzida ao erro, intencionalmente ou não”
O posicionamento de Bellizze reforça a importância de documentação oficial nos julgamentos esportivos e frustra a estratégia santista de usar imagens de transmissão como principal prova.
Arbitragem é criticada, mas resultado permanece
Embora tenha preservado o placar, o STJD apontou falhas do quarteto comandado por Paulo Cesar Zanovelli da Silva. O relator destacou que Robinho Jr. deveria aguardar a saída correta do atleta indicado antes de entrar em campo, o que evitaria a confusão. O tribunal, porém, parou na advertência verbal, sem impor punições esportivas severas aos responsáveis.
“Essa regra existe para evitar que um clube se arrependa ou mude o conteúdo de uma substituição e que o árbitro tenha liberdade para isso. Agora, em outras situações, como um erro na substituição de um atleta, especialmente em um caso tão notório e percebido por todos, a arbitragem não pode deixar de agir para corrigi-lo”.
A fala do presidente do STJD, Luis Otávio Veríssimo Teixeira, indica que o caso servirá de exemplo para aprimorar protocolos, mesmo sem reverter o marcador a favor do Santos.
Análise: o impacto da decisão para Santos e Brasileirão
Ao manter o 3 a 0, o STJD preserva a tabela do Brasileirão e evita abrir precedente para revisões baseadas unicamente em imagens de TV. Por outro lado, o reconhecimento de erro operacional pressiona a Comissão de Arbitragem a atualizar procedimentos de troca de atletas. Para o Santos, que lutava por pontos cruciais na classificação, a derrota definitiva aumenta a responsabilidade de recuperação em campo, enquanto o Coritiba ganha fôlego e respaldo institucional.
O que você acha? Errou o STJD ao privilegiar a súmula ou o Santos abusou de recurso sem prova? Para acompanhar mais análises do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

