Domínguez elogia Alexsander, mas avisa: Galo quer mais

Atlético Mineiro — Na vitória por 2 a 0 sobre o Cienciano, pela Copa Sul-Americana, Alexsander enfim foi titular e ouviu do técnico Eduardo Domínguez aplausos e cobrança na mesma frase.

  • Em resumo: treinador aprovou a atuação, mas exigiu evolução consistente.
  • Volante custou R$ 35,2 mi e soma 35 jogos e 2 gols no clube.

Chance estratégica no meio-campo

Domínguez optou por escalar o volante na vaga de Alan Franco, preservado após sequência exaustiva de partidas. A decisão, disse o técnico, priorizou a circulação de bola e a organização no setor central — elementos decisivos em mata-matas de competições sul-americanas.

Com mais posse e leitura de jogo, o jogador respondeu com uma das apresentações mais sólidas desde que chegou à Arena MRV.

“Hoje, Alexsander me parece que fez tudo bem, foi correto. Todos esperamos mais dele. Mas para um primeiro jogo como titular, com uma base mais segura, sem tantas mudanças, me parece que ele começa a mostrar porque chegou aqui. É o que buscamos: que ele comece a se fortalecer com o seu jogo, que ajude o time, para seguir crescendo. Depois, se jogará, se não jogará, quando jogará… Tem que seguir trabalhando.”

A fala traduz o sentimento no clube: há confiança no potencial técnico, mas a régua interna permanece alta num elenco que briga em várias frentes.

Investimento alto pressiona por regularidade

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Contratado por R$ 35,2 milhões junto ao Al-Ahli na temporada passada, o meio-campista ainda não se firmou como peça indiscutível. Até agora foram 35 partidas e 2 gols, números que, para a diretoria, não refletem o aporte financeiro feito.

“Foi por um pouco de tudo. Com a sequência de jogos de Alan Franco, sentia que precisávamos de mais jogo do que dinâmica no meio. Alexsander nos dá jogo. Individualidade e posse de bola. Então, foi o que buscamos na primeira etapa, sabendo das possibilidades de ataque que teríamos: alguém mais que organizasse melhor. Não é que o Franco organize mal, mas são outras características”.

Ao detalhar os motivos da escolha, o comandante reforça que a vaga não está garantida: depende de Alexsander transformar a boa impressão em padrão competitivo.

Nas últimas semanas, o Galo alternou formações e testou peças, mas ainda busca um meio-campo estável para a sequência continental. Manter Alexsander entre os 11 pode ser o próximo passo, desde que o camisa 29 sustente a performance vista contra o Cienciano.

No cenário de disputa interna acirrada, cada partida serve de vitrine. Se repetir o nível exibido na Arena MRV, o volante tem chance real de ampliar seu protagonismo antes da pausa do calendário — tema recorrente em nossa cobertura da Sul-Americana.

O que você acha? Alexsander deve manter a titularidade no Atlético? Para acompanhar mais análises e bastidores da campanha alvinegra, acesse nossa cobertura completa.


Paulo dos Santos acompanha futebol desde criança, hábito que começou assistindo aos jogos com a família e se manteve ao longo dos anos. Com o tempo, passou a escrever sobre partidas, analisando escalações, desempenho dos times e os principais momentos de cada rodada. Na Tribuna Futebol, produz conteúdos sobre jogos nacionais e internacionais, sempre buscando explicar o que aconteceu em campo de forma simples e objetiva para o leitor.