Seleção Brasileira — A ausência de João Pedro na convocação de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo de 2026 continua ecoando na Europa e ganhou um crítico de peso: Emile Heskey, ex-centroavante da Inglaterra e ídolo do Liverpool.
- Em resumo: Heskey afirma que o atacante do Chelsea daria novas alternativas táticas ao Brasil.
- A lista sem João Pedro reforça o debate sobre a carência de um “novo R9” na equipe de Ancelotti.
Convocação contestada: pressão sobre Ancelotti cresce
Falando na plataforma Hajper, Heskey destacou que a decisão de Ancelotti restringe o repertório ofensivo brasileiro. Ele enxerga no jovem atacante características raras no elenco atual e que poderiam aliviar a dependência de um verdadeiro camisa 9, discussão que acompanha a Seleção desde a aposentadoria de Ronaldo Fenômeno.
O comentário repercute porque João Pedro se destacou no Chelsea, despertando a curiosidade da imprensa europeia acerca de sua ausência. Para Heskey, deixar o atleta fora do torneio pode custar caro quando o Brasil buscar o inédito hexa nos gramados norte-americanos, palco oficial do torneio sob organização da FIFA.
“Eu gostaria de ter visto o João Pedro convocado, porque ele não é aquele camisa 9 tradicional, se movimenta muito. Mas será que ele tem o que é preciso para ser o novo R9? Quem tem? Aí estamos falando de uma responsabilidade enorme e talvez a principal opção para assumi-la seria ele”.
A fala expõe o ponto nevrálgico da lista: a falta de um atacante móvel, capaz de flutuar entre as linhas e abrir espaços. Para o inglês, João Pedro cumpriria justamente essa função, emprestando versatilidade ao ataque verde-amarelo.
Richarlison também vira parâmetro da discussão
Durante a mesma entrevista, Heskey comparou o momento de Richarlison, titular de Tite na última Copa e hoje no Tottenham. Embora o brasileiro tenha histórico positivo com a canarinho, a temporada turbulenta na Premier League reforça a tese de que a vaga estava aberta a uma nova aposta.
“Você olha para o Richarlison, por exemplo, e ele já marcou alguns gols pela Seleção. Eu lembro daquela semi-bicicleta dele. Ele tem muita capacidade, mas não teve uma grande temporada”.
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O ex-jogador sugere que, sem competitividade interna, o setor ofensivo pode chegar acomodado ao Mundial. A crítica adiciona pressão pública sobre Ancelotti, cuja primeira grande prova será justamente equilibrar hierarquia e meritocracia em meio ao clamor popular por renovação.
Análise: o peso da herança campeã
Heskey tocou ainda em um ponto sensível: a comparação obstinada com as gerações que ergueram cinco títulos mundiais. Esse parâmetro eleva a intolerância a resultados medianos e torna qualquer decisão de lista — como a exclusão de João Pedro — um gatilho emocional para torcedores e mídia.
Ao mesmo tempo, o ex-atacante lembrou que o clima quente dos Estados Unidos pode favorecer atletas acostumados a verões sul-americanos, reforçando a tese histórica de que o Brasil cresce em competições disputadas em altas temperaturas. Essa leitura aumenta a expectativa de que o time recupere o protagonismo, mas amplia o custo de eventuais falhas táticas.
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