18/05/2026: Xaud garante autonomia a Ancelotti e observa Neymar

CBF — Em rápida passagem por Maceió nesta quinta-feira (21), Samir Xaud reforçou que Carlo Ancelotti tem carta-branca na Seleção Brasileira e explicou como o departamento médico acompanha a recuperação de Neymar.

  • Em resumo: Xaud diz que Ancelotti possui “100% de autonomia” nas convocações.
  • A condição física de Neymar seguirá sendo avaliada até a lista final da Copa.

Ancelotti livre para decidir o elenco

Segundo Xaud, a nova gestão decidiu blindar o trabalho do treinador italiano de qualquer ingerência política. O presidente argumenta que, ao oferecer a estrutura pedida e evitar pressões externas, a CBF cria o ambiente ideal para a busca do hexa. Em 18/05/2026, data em que a lista de 26 nomes para o Mundial foi apresentada no Rio de Janeiro, a mensagem de autonomia já havia sido sinalizada — e agora é reiterada diante da imprensa local. A posição oficial se alinha ao discurso divulgado pela Confederação Brasileira de Futebol nos últimos meses.

Ao mesmo tempo, a diretoria trata a caminhada rumo à Copa como um projeto de legado: o trabalho de Ancelotti, mesmo após o torneio, serviria de referência para categorias de base e futuras comissões técnicas.

“A comissão técnica, com Ancelotti, tem 100% de autonomia nas escolhas de jogadores. A única coisa que eu pedi para ele foi que fôssemos campeões, que trouxéssemos o hexa para casa. Demos toda a estrutura necessária. Tudo o que a comissão técnica pediu, nós entregamos. Acredito que o Ancelotti, com toda a capacidade técnica que tem, vai deixar um legado positivo para o futebol brasileiro e, com certeza, trazer esse hexa”.

A fala sublinha a tentativa de afastar rumores de interferência interna. Ao cobrar apenas o resultado — e não indicar jogadores — Xaud tenta transferir responsabilidade e confiança diretamente ao técnico multicampeão europeu.

Neymar ainda é dúvida, mas comissão comanda processo

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O atacante segue em recuperação de um edema na panturrilha. Xaud relatou que a situação é monitorada de perto pelos fisiologistas da Seleção e que qualquer decisão sobre presença no Mundial será tomada exclusivamente pela equipe de Ancelotti.

“Em relação a Neymar, acho que isso (avaliar lesão e tempo de recuperação) também cabe à comissão técnica. Eles que acompanham mais de perto. A gente espera é que estejam os 26 atletas para representarem a seleção brasileira na Copa do Mundo”.

O recado preserva o craque de especulações sobre prazos e, ao mesmo tempo, reforça a narrativa de autonomia: médicos e comissão técnica terão a palavra final, sem pressão da presidência.

Investimento em federações menores ganha espaço

Além dos temas relacionados à Seleção principal, Xaud prometeu maior aporte em estados historicamente fora do eixo dos grandes centros. A sinalização surgiu durante a recondução de Felipe Feijó à Federação Alagoana de Futebol, no Estádio Rei Pelé. A CBF quer replicar centros de treinamento, cursos de capacitação e melhorias de calendário para ampliar a base de atletas em regiões menos privilegiadas financeiramente.

A medida dialoga com a estratégia da entidade de popularizar a marca “Brasil” internamente e fortalecer campeonatos locais, algo visto como fundamental para manter o fluxo de talentos.

Análise: discurso de autonomia e blindagem política

Ao reafirmar a liberdade concedida a Carlo Ancelotti, a CBF tenta estancar críticas recorrentes sobre ingerência de dirigentes na lista de convocados. O tom adotado por Xaud também funciona como escudo caso resultados negativos apareçam: a responsabilidade esportiva recairá sobre a comissão técnica. Por outro lado, a ênfase na transparência serve para recuperar a confiança de torcedores que, nos últimos ciclos, apontaram falta de coerência entre performance no clube e chamadas para a Seleção.

Quanto a Neymar, o discurso “médicos decidem” reduz a ansiedade externa e evita prazos públicos que possam ser cobrados. Ao mesmo tempo, a entidade mantém a esperança de contar com seu principal astro na Copa, preservando a questão como variável médica, e não gerencial.

O que você acha? A carta-branca dada a Ancelotti aumenta ou diminui a pressão por resultados? Para acompanhar mais notícias da Seleção, acesse nossa cobertura completa.


Catarina Reis trabalha nos bastidores da Tribuna Futebol, acompanhando tendências, dados e os assuntos mais buscados pelos torcedores. Seu papel é identificar quais temas estão em alta e apoiar a equipe com informações que ajudem a produzir conteúdos relevantes e atualizados. Está sempre de olho no que está acontecendo dentro e fora de campo, ajudando a direcionar as pautas do site.