Internacional — A diretoria colorada colocou as contas em dia e, embalada pelo alívio de caixa, traçou a ambiciosa meta de faturar R$ 200 milhões com vendas de jogadores até o fim do exercício de 2026, enquanto promete entregar a Paulo Pezzolano reforços “prontos” para disputar posição já no segundo semestre.
- Em resumo: Clube quita salários e direitos de imagem após renegociar dívidas.
- Meta é arrecadar R$ 200 mi em transferências sem abrir mão de um zagueiro e um atacante experientes.
Finanças em ordem, mas ainda apertadas
O vice-presidente Victor Grunberg explicou que o fluxo de pagamentos foi normalizado depois de um acordo parcelado com o elenco. O ajuste faz parte de um plano mais amplo que reduziu a dívida em torno de R$ 40 milhões no último ano, mas o dirigente admite que o caixa segue sob pressão.
“No ano passado tivemos dificuldades para cumprir alguns pagamentos relacionados a premiações e direitos de imagem que vinham acumulados. Fizemos um acordo para quitar esses valores de forma parcelada. Hoje, salários e imagem estão em dia”.
A fala reforça que, apesar do aperto, o clube conseguiu preservar a confiança do vestiário — passo considerado vital para manter a equipe competitiva enquanto novas receitas não entram.
Meta de R$ 200 mi e caçada por peças imediatas
Enquanto trabalha para atrair um patrocinador máster, o Inter sustenta que a venda de atletas será o principal motor de receita em 2026. Segundo a diretoria, não há propostas concretas neste momento, mas o mapeamento de mercado segue ativo para garantir que a meta de R$ 200 milhões seja alcançada sem desmontar o elenco.
“Temos vários jogadores valorizados no mercado, mas não existe proposta concreta neste momento. Todos sabem que o clube precisa realizar vendas. É uma meta considerada ousada por muitos, mas que estamos conseguindo cumprir. Não necessariamente precisa acontecer nesta janela, mas dentro do exercício de 2026”.
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O discurso indica flexibilidade na estratégia: o clube pode segurar negociações agora e acelerar depois, desde que o montante saia do papel até dezembro. Paralelamente, o Centro de Dados e Prospecção busca um zagueiro e um atacante já adaptados ao nível de exigência da Série A antes do encerramento do período de inscrições previsto pela CBF.
Análise: desafio financeiro e competitivo
O Internacional caminha em linha tênue: precisa vender caro, mas também reforçar o elenco para que os resultados esportivos sustentem o poder de barganha de seus ativos. A regularização salarial ajuda a segurar jogadores, mas a pressão por receitas pode forçar saídas relevantes caso o fluxo de caixa não melhore rapidamente.
Nesse cenário, a busca por atletas “prontos” revela a tentativa de evitar apostas de longo prazo que poderiam comprometer o desempenho imediato de Pezzolano. O sucesso do plano depende de encontrar compradores dispostos a pagar alto e, ao mesmo tempo, de acertar nas contratações pontuais que mantenham a equipe competitiva.
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