Botafogo — A diretoria alvinegra avisou aos representantes de Matheus Martins e aos clubes estrangeiros que qualquer proposta abaixo dos 8 milhões de euros (cerca de R$ 46 milhões) será recusada, movimento que dá o tom da próxima janela de transferências.
- Em resumo: Botafogo define preço mínimo e trava negociação por menos de R$ 46 mi.
- Quatro clubes europeus — Celta de Vigo, Feyenoord, Coventry City e Krasnodar — sondam o atacante.
Interesse europeu escala e pressiona o Fogão
O sinal verde para consultas foi dado na última reunião entre dirigentes alvinegros e os agentes do jogador. O Celta de Vigo lidera a fila de interessados, mas enfrenta concorrência direta do Feyenoord, do Coventry City e do Krasnodar. Até aqui, nenhum deles formalizou oferta, porém todos pediram detalhes contratuais e prazos para um eventual acordo.
A opção por divulgar publicamente o preço evita barganhas de última hora e alinha expectativas. Segundo reportagem da ESPN, o valor é considerado “acessível” para clubes médios das principais ligas, sobretudo porque o atacante tem idade e revenda futura a favor.
Em paralelo, a movimentação recebe cobertura constante dos canais Globo e ESPN, que acompanham cada passo da negociação em potencial.
Pendência milionária com a Udinese entra na conta
O clube carioca ainda deve 6 milhões de euros à Udinese pela compra de Matheus Martins, concluída em 2024 por 10 milhões. A venda agora, portanto, não é apenas uma oportunidade de lucro: é também estratégia para quitar a última parcela sem comprometer o fluxo de caixa.
Especialistas em finanças esportivas costumam apontar que repassar um ativo antes de finalizar o pagamento costuma ser arriscado, mas o Botafogo aposta na valorização do atleta após as conquistas recentes de Campeonato Brasileiro e Copa Libertadores para fechar a conta no azul.
Lesão adia retorno, mas não afasta pretendentes
No campo, o atacante se recupera de estiramento muscular e deve voltar aos gramados na próxima semana. O departamento médico planeja liberá-lo justamente a tempo do duelo contra o Caracas, na Venezuela, pela fase de grupos da Copa Sul-Americana.
A pausa forçada não diminuiu o assédio. Pelo contrário: o desempenho que rendeu títulos doméstico e continental sustenta a tese de que a lesão é apenas um contratempo de curto prazo.
Análise: estratégia de mercado alvinegra
Fixar um valor público antes mesmo de receber ofertas formais é uma jogada para acelerar o leilão. O Botafogo demonstra que não precisa vender a qualquer preço, mas que está aberto a discutir termos se a cifra igualar ou ultrapassar o piso de 8 milhões de euros.
Com a janela europeia prestes a abrir e o passivo com a Udinese em mente, a diretoria equilibra pressão financeira e ambição esportiva: lucra, paga dívida e ainda sinaliza ao elenco que só libera titulares mediante compensação robusta.
O que você acha? O Botafogo deve aceitar uma oferta de 8 milhões de euros ou esperar por uma proposta maior? Para acompanhar mais bastidores do clube, acesse nossa editoria de Brasileirão.

