Bahia — A Roma entrou forte na corrida por Luciano Juba, lateral-esquerdo que se tornou peça-chave do Tricolor e agora desperta o interesse do futebol italiano para a próxima temporada.
- Em resumo: Gasperini quer o ala ofensivo no elenco, mas o vínculo do jogador com o Bahia vai até 2029.
- Lesionado, Juba só volta após a Copa do Mundo e ainda sonha com vaga na Seleção.
Contrato até 2029 trava investida italiana
O portal RomaPress revelou que a direção da Roma consultou o staff de Luciano Juba e recebeu aval do técnico Gian Piero Gasperini para abrir negociação imediata. A missão, porém, se mostra complexa: o defensor renovou recentemente seu compromisso com o Bahia até o fim de 2029, o que coloca o clube baiano numa posição confortável para exigir compensação alta.
Internamente, Juba é tratado como titular absoluto no esquema de Rogério Ceni. Sua capacidade de chegar à linha de fundo e participar da construção ofensiva encaixa na filosofia que Gasperini pretende imprimir na Roma, conhecida pelo jogo vertical e de alta intensidade. Segundo o site oficial da UEFA, a equipe italiana busca reforçar alas para se manter competitiva nas disputas continentais.
Lesão e vitrine da Copa elevam a conta
O momento de Juba, no entanto, não é apenas de mercado. O lateral sofreu lesão no músculo reto femoral da coxa esquerda e ficará fora de combate por cerca de dois meses, retornando apenas depois da Copa do Mundo. A ausência obriga o Bahia a se reorganizar defensivamente, mas também estabelece um timing desafiador para a Roma, que gostaria de contar com o jogador ainda na pré-temporada europeia.
Paralelamente, o nome de Luciano Juba foi ventilado em listas preliminares de convocação da Seleção Brasileira para o Mundial. Essa possibilidade de visibilidade global aumenta naturalmente o valor do atleta no mercado e faz o Bahia mirar cifras superiores às praticadas em negociações recentes de laterais para a Europa.
No entorno do atleta, a leitura é de que o futebol italiano pode potencializar suas características de chegada ao ataque, sobretudo com a preferência de Gasperini por alas ofensivos. Ainda assim, a lesão cria incerteza sobre ritmo de jogo e adaptação imediata ao Calcio, elemento que a Roma precisa considerar antes de avançar com uma oferta formal.
Análise: efeito dominó no planejamento dos clubes
O interesse da Roma por Luciano Juba ilustra um movimento cada vez mais frequente: garimpar talentos no Brasil antes que ganhem etiqueta de seleções de base ou Mundial. Para o Bahia, vender agora poderia aliviar caixas e liberar espaço salarial, mas também significaria perder um titular em fase de afirmação. Já para a Roma, o investimento precisa ser calculado, pois o jogador chegaria de lesão e, caso seja convocado para a Seleção, poderia desfalcar o clube em períodos-chave da temporada europeia.
Com contrato longo e multa elevada, o Tricolor se coloca numa posição de força, capaz de negociar em termos próprios ou simplesmente recusar propostas abaixo do que considera adequado. Esse cenário pressiona a diretoria italiana a calibrar valores e prazos, transformando a possível transferência num xadrez financeiro e esportivo.
O que você acha? Vale à pena para o Bahia abrir mão de Luciano Juba agora ou o clube deve segurar a joia até o fim do ciclo de Rogério Ceni? Para acompanhar mais notícias do mercado europeu, acesse nossa cobertura completa.

