Jair Ventura — Em Salvador, o técnico conduz o Vitória a campanhas acima das previsões financeiras, recriando o Barradão como reduto quase imbatível e chamando atenção de todo o país.
- Em resumo: Vitória virou referência de eficiência sob Jair, mesmo sem investimento robusto.
- Comparação direta com o Bahia de Rogério Ceni escancara o contraste de resultados.
Barradão vira trincheira rubro-negra
Desde setembro de 2025, quando aceitou a missão de salvar o clube do rebaixamento, Jair Ventura moldou um time compacto, intenso e que joga para frente diante da própria torcida. As vitórias sobre Flamengo, ao reverter a chave na Copa do Brasil, e o placar elástico de 6 a 2 contra o ABC na Copa do Nordeste exemplificam o salto competitivo.
Mesmo lidando com lesões e folha salarial modesta, o treinador redesenhou a postura defensiva, encurtou espaços e passou a explorar transições rápidas — receita que já rende frutos também no Brasileirão, competição organizada pela Confederação Brasileira de Futebol.
Contraste com o Bahia expõe eficiência
O efeito Jair ganha ainda mais relevo quando colocado lado a lado com o Bahia de Rogério Ceni. Amparado por uma SAF bilionária e elenco recheado de atletas de renome, o Tricolor flutua entre críticas e oscilações, enquanto o rival de orçamento enxuto acumula resultados consistentes.
Dentro e fora de campo, a diferença de investimento se torna narrativa central: onde o Bahia tenta justificar gastos, o Vitória transforma limitações em combustível. A temporada 2026, até aqui, mostra que a clareza de ideias pode ser tão poderosa quanto um grande cheque.
Análise: dinheiro x identidade
Os fatos revelam um debate recorrente no futebol brasileiro: orçamento garante, mas não assegura, desempenho. A gestão de grupo de Jair Ventura — marcada por meritocracia interna e valorização de peças subestimadas — demonstra que processos bem conduzidos reduzem a distância financeira.
Ao mesmo tempo, o Bahia oferece a face oposta do espelho. Mesmo com estrutura de ponta, segue em busca de padrão consistente, evidenciando que investimento sem convicção técnica dificilmente se converte em vantagem esportiva sustentável.
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