Flamengo — Com um chute preciso que garantiu a vitória por 1 a 0 sobre o Estudiantes, Pedro chegou a 28 gols e encostou no recorde de Gabigol, movimentando as arquibancadas do Maracanã e a estatística mais simbólica do clube na Libertadores.
- Em resumo: Pedro está a apenas dois gols de igualar Gabigol como maior artilheiro rubro-negro na competição.
- Triunfo garante o Flamengo nas oitavas de final, na liderança do Grupo A.
Gol solitário, peso gigante
O duelo válido pela 5ª rodada começou travado, refletindo a dificuldade rubro-negra em criar espaços. Mesmo com 68 % de posse na etapa inicial, o time de Leonardo Jardim praticamente não ameaçou o goleiro Muslera.
O cenário mudou depois do intervalo. Mais presente na área, Pedro fez valer o faro de artilheiro: aos 19 min, aproveitou falha do arqueiro argentino, girou rápido e estufou a rede diante de mais de 60 mil torcedores. O lance não apenas selou o placar, como colocou o camisa 9 a dois tentos de um feito histórico — algo que, segundo o site oficial da Conmebol, apenas atletas de elite conseguem em edições sucessivas do torneio.
Ainda no segundo tempo, o centroavante quase transformou a noite em exibição de gala ao arriscar um voleio após passe de Paquetá. A bola passou rente à trave e manteve viva a expectativa de torcida e elenco de que o recorde pode cair já nas próximas semanas.
Pedro se consolida como referência decisiva
Desde que desembarcou na Gávea, o atacante empilha números relevantes, mas o gol diante do Estudiantes carrega simbologia extra. Com 28 tentos, ele mira uma marca que, até pouco tempo, parecia inatingível: as 30 bolas na rede de Gabigol na Libertadores. Para efeito de comparação, nenhum outro atleta rubro-negro atingiu sequer 20 gols na competição continental.
Além do recorde, a vitória assegurou o Flamengo nas oitavas de final com dez pontos. E a pontuação pode aumentar caso a Conmebol confirme o W.O. da partida contra o Independiente Medellín, disputada na Colômbia, fato que mantém o elenco em alerta nos bastidores.
Análise: corrida pelo topo da artilharia
A disputa interna pela liderança histórica de gols na Libertadores projeta duas consequências imediatas. A primeira é esportiva: Pedro reforça seu status de titular incontestável ao se aproximar do recorde, pressionando o sistema ofensivo a jogar em função dele. A segunda é simbólica: ultrapassar Gabigol — ídolo da campanha do bicampeonato — pode redesenhar a hierarquia de nomes marcantes da era recente do clube.
Internamente, a comissão técnica ganha um argumento extra para manter a rotação de peças sem perder poder de fogo. Já fora de campo, o marketing rubro-negro encontra novo ativo para potencializar engajamento e receitas com a imagem do camisa 9.
O que você acha? Pedro vai conseguir superar Gabigol ainda nesta edição da Libertadores? Para acompanhar mais análises e notícias da competição, acesse nossa cobertura completa.

