McLaren — O chefe Andrea Stella alertou que a Fórmula 1 precisa mexer rápido no regulamento dos motores, ou perderá a chance de tornar a próxima geração de carros realmente empolgante.
- Em resumo: Stella quer mais fluxo de combustível e baterias maiores já em 2028 para destravar potência e equilíbrio energético.
Pressa para redefinir o coração dos carros
Logo após a FIA revisar discretamente as regras de gerenciamento de energia, Stella subiu o tom: o dirigente vê as mudanças como tímidas e afirma que é preciso “ajustes de hardware” para dar o salto de desempenho que os fãs esperam. Ele sugere elevar o fluxo de combustível dos motores a combustão e aumentar a capacidade das baterias, iniciativa que, na visão dele, necessita de sinal verde antes da pausa de verão. A cobrança coloca pressão sobre a categoria e reforça o debate técnico que já envolve equipes, reguladores e fornecedores de unidades de potência.
Stella também ressalta que a relação entre motor elétrico e combustão está longe do ideal: os carros gastam mais energia do que recuperam, o que compromete a eficiência e a competitividade.
“Os ajustes de hardware na unidade de potência para melhorar a Fórmula 1 em geral são necessários. Eles realisticamente terão de aumentar o fluxo de combustível para elevar a potência do motor de combustão interna.”
Desafio logístico e consenso político
Apesar da urgência, o italiano reconhece que alinhar FIA, FOM, equipes e fabricantes não será tarefa simples. “Vejo isso como algo difícil para 2027”, admitiu, citando o tempo de desenvolvimento exigido por baterias maiores e novos parâmetros de combustível. Ainda assim, ele insistirá para que a discussão termine antes do verão europeu, garantindo margem até 2028.
O alerta evidencia como pequenas variações externas — vento ou tempo de reta — já afetam sensivelmente o desempenho dos sistemas híbridos atuais, tornando cada ajuste ainda mais crítico.
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