Alex Sandro — Titular absoluto do Flamengo desde 2024, o lateral-esquerdo avalia reduzir a carga de jogos em 2027 e, por isso, ainda não deu sinal verde para estender o contrato que termina em dezembro.
- Em resumo: diretoria rubro-negra quer a renovação imediata, mas esbarra no planejamento físico do atleta.
- Jogador admite a pessoas próximas que pode migrar para um mercado com calendário mais leve.
Calendário pesado pesa na decisão do lateral
Aos poucos, o desgaste de um ciclo intenso no futebol brasileiro se tornou fator central nas conversas. O atleta de 22 partidas na temporada sente o efeito da maratona e já recebe acompanhamento individualizado no Ninho do Urubu. Segundo o GE, ele não descarta procurar uma liga com menos jogos, caso o clube insista em manter a mesma minutagem.
Internamente, dirigentes destacam que Alex Sandro é peça chave na defesa e apontam suas conquistas — Estadual, Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores — como prova de que a renovação seria um movimento natural. Ainda assim, reconhecem que o ritmo a partir de 2027 precisará ser discutido em detalhes.
Libertadores e Copa do Mundo aumentam a exposição
Enquanto decide o futuro, o lateral vive um ano de vitrine dupla. Convocado por Carlo Ancelotti para a próxima Copa do Mundo, ele terá de sustentar explosão física justamente no torneio mais exigente do planeta. Antes disso, reencontra a Libertadores: o Flamengo recebe o Estudiantes nesta quarta-feira (20), às 21h30, no Maracanã, pela fase de grupos. A Conmebol já projeta o duelo em seu site oficial — confira mais detalhes na página da confederação sul-americana.
O jogo continental reforça a importância do atleta no esquema, mas também evidencia a pressão que ele tenta evitar em 2027. Com a idade avançando, qualquer sobrecarga pode repercutir na longevidade da carreira.
Análise: gestão de elenco e mercado alternativo
A postura de Alex Sandro sinaliza um dilema recorrente nos clubes brasileiros: a necessidade de rodar o elenco sem perder competitividade. Se o Flamengo não ajustar minutos e descanso, corre o risco de perder um jogador decisivo para mercados menos intensos, que oferecem salários competitivos e menor desgaste.
Para o lateral, aceitar um novo contrato nos mesmos moldes significaria adiar planos pessoais de desaceleração. Já para o clube, ceder em número de jogos pode abrir precedente para outras negociações futuras. A equação só fecha se ambas as partes assumirem que o calendário local exige reavaliação constante.
O que você acha? O Flamengo deve reduzir a carga de jogos para segurar Alex Sandro ou buscar um substituto? Para acompanhar mais atualizações sobre a campanha na Liberta, acesse nossa cobertura completa.

